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Ao ganhar em Dallas, por 95-92, o jogo 6 da final do “playoff”, os Miami Heat asseguraram a conquista do título da NBA, algo que acontece pela primeira vez no historial da equipa da Florida.
Depois de ter estado em situação de clara desvantagem na série (perdeu os dois primeiros jogos, ambos realizados no terreno da formação texana), Miami protagonizou uma das reviravoltas mais sensacionais da história da competição, pois esta foi apenas a terceira vez que uma equipa, na final, logrou “virar” um 0-2 (as outras foram Portland e Boston, em 1977 e 1969, respectivamente).
Mesmo tendo ganho as três partidas efectuadas diante dos seus adeptos (os sucessos nos jogos 3 e 5 foram extremamente complicados, sendo que no último foi necessário recorrer a um prolongamento), Miami sabia que para chegar ao título precisava de arrebatar um jogo em Dallas. Já os Mavericks tinham noção que, mesmo tendo a decisão da temporada em casa (um eventual jogo 7 seria no mesmo palco), não tinham mais espaço de manobra para errar, já que em séries disputadas “à melhor de sete” o título surge à quarta vitória.
O primeiro período do duelo desta madrugada foi dominado pelo conjunto comandado por Avery Johnson, perante a natural satisfação dos cerca de 20 mil adeptos que lotaram a American Airlines Center .Jogando de forma rápida e incisiva, Dallas cedo construiu uma vantagem interessante, concluindo os 12 minutos iniciais com 7 pontos de avanço (30-23).
O alemão Nowitzki dava a sensação de, finalmente, estar de regresso aos bons desempenhos, enquanto do lado contrário Dwyane Wade parecia algo intimidado com a marcação apertada movida pela equipa de Dallas. Porém, no segundo quarto tudo começou a alterar-se.
Miami, mesmo depois de ter estado a perder por 14 pontos, teve a serenidade necessária para encetar a recuperação: quando o intervalo surgiu já estava no comando (49-48). E Wade voltara a demonstrar que estava em grande forma, marcando pontos através de lançamentos de meia distância, após penetrações espectaculares e, claro, da linha de lance-livre, onde estava com frequência devido a um elevado número de faltas provocadas.
A segunda parte foi sempre bastante equilibrada, mas com Miami a denotar mais consistência, tanto no ataque (para além de Wade, Haslem e Walker brilharam, fazendo esquecer os míseros 9 pontos de Shaquille O’Neal), como na defesa (impressionante Alonzo Mourning, com a 5 desarmes de lançamento).
Em cima do apito final, Jason Terry ainda lançou um triplo para forçar o empate, mas a direcção foi errada e, contrariando todas as previsões, o título foi mesmo entregue à equipa de Miami.
Wade MVP
Com total justiça, Wade foi eleito MVP da final. Os seus desempenhos nos últimos quatro jogos foram simplesmente espectaculares, marcando sempre acima dos 35 pontos (fez 36 no jogo do título). “É um dos dias mais felizes da minha vida. Sabíamos que tínhamos possibilidades de chegar ao título e tudo fizemos para tornar o sonho realidade”, declarou Wade que, no terceiro ano na Liga, atingiu o estrelato, tornando-se o quinto jogador mais jovem a ser distinguido como MVP na final.
Shaquille O’Neal, embora com uma prestação longe de outros tempos, foi importante na conquista do seu quarto anel de campeão (é o jogador em actividade mais “laureado”), enquanto veteranos como Gary Payton (16 épocas), Alonzo Mourning (14), Antoine Walker (10) e Jason Williams (8) puderam comemorar o primeiro título das respectivas carreiras.
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