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A lançadora do martelo Vânia Silva, que hoje foi apenas 46.ª classificada nos Jogos Olímpicos Pequim’2008, ficou desolada com a "marca muito baixa" de 59,42 metros e admitiu que não é "muito dada a este tipo de competições".
"Estava bem, fiz o aquecimento bem. A única explicação é que, infelizmente, não sou muito dada a este tipo de competições. Em campeonatos da Europa, campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos, o melhor que fiz foi 63 metros nos últimos Jogos Olímpicos", disse.
Vânia Silva, que tem 28 anos e é professora de Educação Física em Leiria, é a recordista nacional, com os 68,82 metros conseguidos em 14 de Julho de 2004, em Lisboa, mas hoje, e após um lançamento nulo e outro a 58,18, ficou a 9,42 metros do seu máximo e na 46.ª posição entre 50 atletas.
Atrás de si, no Grupo A só ficaram Galina Mityaeva, do Tadjiquistão (51,38), e a norte-americana Jessica Cosby (sem marca), enquanto no Grupo B a francesa Amélie Perrin e a camaronesa Georgina Toth ficaram sem marca.
"O problema deve ser meu", reconheceu a atleta da Juventude Vidigalense, sublinhando que em Portugal tem feito 65 metros "regularmente", registo que em Pequim a colocaria "um bocadinho abaixo do meio" da classificação.
A leiriense garante mesmo que não se sentiu intimidada por ter competido perante dezenas de milhares de espectadores, assegurando que essa é "uma pressão positiva" e que gosta muito "de público e de apoio".
"Não consigo é lidar muito bem com o facto de nestas provas fazermos só três lançamentos. Em Portugal normalmente há sempre seis. Tecnicamente acho que lanço bem, vejo as imagens e não encontro erros. Parece que sai bem, mas no final o que faço é contrair e o martelo não vai longe", disse.
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