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A alimentação no futebolista profissional

• Foto: Reuters

Depois da semana fantástica do nosso Cristiano Ronaldo e depois das várias entrevistas a falar sobre a importância da condição física e da alimentação no seu rendimento, nada mais pertinente do que dedicar esta semana ao tema da alimentação no futebol profissional.

Vários estudos defendem que a alimentação da maioria dos futebolistas é inadequada, destacando-se um défice na ingestão de hidratos de carbono e uma ingestão excessiva de gordura. O mais preocupante é a pouca consciencialização dos futebolistas da importância que aspetos como a alimentação têm no seu rendimento.

Continuam a permanecer no meio de jogadores, treinadores e até médicos muitos mitos e crenças erradas no que diz respeito à alimentação dos jogadores. A educação das equipas técnicas e médicas dos clubes em relação às particularidades da nutrição é fundamental.

Com o desenvolvimento da ciência associada ao desporto, os clubes grandes começam a reconhecer a importância dos nutricionistas que ficam responsáveis pela alimentação dos seus atletas, ganhando importância não só para as equipas séniores, mas também para os escalões de formação, pois a alimentação vai contribuir não só para a performance, mas também para o crescimento e desenvolvimento para os jovens atletas.

A alimentação, conjugada com outros fatores, são determinantes para o desempenho desportivo de um futebolista, pois conseguem intervir em aspetos essenciais como o atraso da sensação de fadiga, a perda de qualidades técnicas e físicas durante treinos e jogos. Também permitem tirar o máximo proveito das adaptações ao treino, prevenir lesões e outras doenças e finalmente, permitem que os jogadores consigam uma composição corporal ideal.

Ao pormenor

Então vamos por partes para perceber o impacto do que vos estou a falar.

É consensual na bibliografia que a quantidade de exercícios de alta intensidade é o fator que separa os jogadores de classe mundial dos de qualidade inferior, tendo um estudo demonstrados que os jogadores internacionais realizam mais 28% de corrida a alta intensidade e mais 58% de sprints que jogadores profissionais de menor categoria. Em sprints de 10 metros, os futebolistas mais rápidos ganham, em média, cerca de 1 metro aos mais lentos. Estes aspetos podem ser decisivos no que diz respeito ao resultado final de um jogo.

Devido à sua duração, o futebol é principalmente dependente do metabolismo aeróbio, ou seja, a produção de energia para a contração muscular provém principalmente da oxidação de glicose e ácidos gordos. Contudo, os futebolistas de elite realizam 150-250 ações intensas de curta duração durante um jogo, o que indica que a taxa metabolismo anaeróbio é alta durante certas alturas. Em exercícios como "sprints", saltos, cortes e duelos físicos, a energia para a contração muscular provém principalmente do fosfato de creatina e da glicose/glicogénio muscular.

Devido a estas necessidades energéticas tão específicas, as necessidades nutricionais do futebolista acabam por adquirir esse caráter também, exigindo um elevado consumo de hidratos de carbono, com o objetivo de maximizar as reservas de glicogénio, uma especial importância da hidratação e especificidades dos momentos de ingestão e composição das refeições antes, durante e após o exercício.

É sobre isso que vos vou falar nas dicas desta semana, por isso não percam!

Até para a semana!

Fonte: Tiago Dias, "Nutrição e Futebol", Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação

Por Inês Morais
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