A 7 de agosto de 2013, Ronald Gjoka invadiu o relvado do Sun Life Stadium, em Miami, para abraçar Cristiano Ronaldo durante um encontro de preparação entre o Real Madrid e o Chelsea. Então com 19 anos, o estudante albanês acabaria por passar a noite e grande parte do dia seguinte na prisão, mas contou com o apoio do craque português para evitar punições posteriores, pois corria mesmo o risco de ser expulso dos Estados Unidos.

Depois de CR7 ter enviado uma carta ao ministério público de Miami a interceder pelo jovem adepto, o advogado de Ronald Gjoka confirmou a 4 de outubro desse ano que foi contactado pelo responsáveis judiciais para lhe ser comunicado que a acusação de "alteração da ordem pública" fora retirada. Richard Hujber adiantou ainda que o estudante albanês continuaria acusado de "violação de domicílio" devido à invasão do relvado - ainda assim, também esta acusação seria abandonada, embora apenas no mês de dezembro seguinte, altura em que Gjoka ficaria livre de qualquer processo.

Para esta decisão muito contribuiu a carta enviada por Ronaldo. "Abraçámo-nos e conversámos um pouco, até que a segurança chegou e o escoltou para fora do campo. Ele não foi agressivo ou violento, de modo algum. Além disso, não resistiu à chegada dos seguranças e dos polícias", começou por lembrar o português sobre o episódio.

"É do meu conhecimento que ele agora reconheceu o seu erro e a importância da segurança. Ele é também um jovem, com cerca de 20 anos, que cresceu sem um pai e foi criado por uma mãe solteira. Parece que estuda no colégio Palm Beach County, na Florida, com um visto de estudante internacional. Estou preocupado porque entendo que ele pode enfrentar problemas com a imigração e com o seu colégio caso as acusações contra ele não sejam retiradas", acrescentou.

E, dirigindo-se ao magistrado responsável pelo processo contra Ronald Gjoka, Ronaldo concluiu: "Entendo a sua posição e a importância de reforçar as regras e as leis. No entanto, respeitosamente, solicito que reconsidere essa decisão e retire as duas acusações que este jovem enfrenta. Não gostaria de vê-lo condenado pelo seu erro. Parece que ele tem um futuro extremamente brilhante e eu não gostaria de ver esse futuro afetado."