Saída de campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

Queridos inimigos

Dez anos depois, o reencontro. Vitória de Setúbal e Sporting disputaram a primeira final da Taça da Liga então conquistada pelos sadinos comandados por Carlos Carvalhal na marcação de penáltis. O ano passado, o Vitória, já de Couceiro, garantiu a qualificação para o playoff da Taça na altura já denominada CTT à custa dos leões. Há menos de uma semana, o Sporting deixou 2 preciosos pontos no Bonfim em jogo do campeonato. Em suma, há razões de sobra para os leões não festejarem por antecipação um eventual triunfo em Braga.

O Sporting deve desfrutar do momento, pois a vitória (nos penáltis, sublinhe-se) que lhe deu o acesso à final foi conquistada com muito músculo e muito cérebro e frente a um adversário que, uma vez mais, passou uma imagem de enorme qualidade e de que poderia ter sido ele a sorrir, até mesmo antes dos penáltis.

Além dos sportinguistas, também os vitorianos ficam contentes com o facto do FC Porto ficar pelo caminho. Por um lado, porque, como já escrevemos, têm gratas recordações dos duelos com os leões. Por outro, porque podem contar com Gonçalo Paciência, o artilheiro da equipa que está cedido pelos dragões e que estaria afastado da final se o adversário fosse o FC Porto. Haja assim pelo menos um portista feliz...

25.01.2018
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