Saída de campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

A guarda de honra leonina

As contas estão feitas e são demonstrativas da capacidade finalizadora de Bas Dost. Desde que chegou ao Sporting,, o ponta-de-lança holandês já marcou 60 golos! O registo redondo foi conseguido com o tento que fechou o hat trick com que ontem brindou o Desp. Aves e fez soltar as gargantas em Alvalade para gritar "golo" e cantar o adaptado ‘Thunderstuck’ dos AC/DC.

Bas Dost não tem a estética de outros goleadores, mas é de uma eficácia impressionante. A capacidade que tem em estar no sítio certo no instante exato, é aquilo a que se define como instinto matador. Mas para ser eficaz, é preciso quem o sirva. E Dost tem uma guarda de honra de luxo. Dos pés dos laterais, saem cruzamentos ‘açucarados’. Dos extremos Gelson e Acuña servem-se ‘passes de morte’. De Bruno Fernandes, criam-se oportunidades de luxo. Do labor de Podence, surge a chance final. Agora, há os pés de veludo de Rúben Ribeiro que Bas Dost aproveitou logo na primeira ocasião.

A equipa de futsal do Sporting fez ao rival Benfica aquilo que em Espanha chamam de ‘pasillo’. Uma homenagem pela conquista da Taça da Liga pelos encarnados que no atual contexto que se vive em Portugal (especialmente no futebol) merece os maiores elogios. Um grande gesto de fair play que justifica a nossa vénia.

15.01.2018
M M