Saída de campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

Conversa de bancada

Felizmente, evitou-se uma tragédia no Estoril. A multidão não entrou em pânico e abandonou a bancada, ordeiramente. Essa foi a boa notícia do facto que motivou a interrupção (e o adiamento) do encontro da Amoreira. As outras consequências devem ser analisadas com rigor e sem olhar a jogos políticos.

Primeiro, é preciso apurar responsabilidades. O relatório do LNEC apontará as causas das fissuras da bancada. Então poderemos ter uma indicação sobre a quem deverão ser imputadas culpas. Se o Estoril tiver essa responsabilidade, corre de facto o risco de perder o jogo na secretaria.

Depois, está a monitorização das instalações dos clubes. É bom que se esclareça que a Liga valida os estádios através de uma comissão de vistorias, que só volta ‘ao trabalho’ quando lhe é reportada alguma anomalia. Isto é, a manutenção é garantida pelos proprietários dos estádios.

Outra questão: a disputa dos 45 minutos que faltam. A Liga marcou o jogo para 21 de fevereiro, após acordo com as partes. De facto, o FC Porto tem um calendário que condiciona a escolha de datas, mas os regulamentos são claros (e aliás persistentes) na determinação de que um jogo adiado ou interrompido tem de se realizar no prazo máximo de 4 semanas. Não vai ser o caso. Está armada a confusão.

17.01.2018
M M