Entrada em campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

De volta às 'nossas guerras'

As grandes competições internacionais constituem agradável bálsamo no intervalo das rotinas internas sempre alimentadas por conflitos de caserna que tantas vezes se tornam mais mediáticos e discutidas do que o jogo nas quatro linhas. A Champions e o Benfica-B. Dortmund, por todas as suas incidências e pelo resultado, foi uma dessas quebras saudáveis. Daqui a dias, haverá outra com o apelativo FC Porto-Juventus. Mas, por ora, estamos de volta às ‘nossas guerras’.

O FC Porto entra em ação com a firme vontade de colocar pressão sobre o Benfica e, nem que seja temporariamente, ascender à liderança da Liga. O dragão versátil de Nuno Espírito Santo será certamente diferente esta noite daquele que jogou com o Sporting e o V. Guimarães: com mais posse, mais iniciativa, maior domínio. É natural que o bom momento liberte o FC Porto para um jogo entusiasta e empolgante.

Fazendo fé na lógica, o Benfica voltará a ver-se na contingência de vencer para regressar à liderança. Mas Braga implica riscos acrescidos. As equipas trabalhadas por Jorge Simão sentem-se confortáveis perante adversários que assumem mais o jogo pelo que o Benfica está perante um grande desafio. Mais um. Será diferente, seguramente muito diferente, do encontro que disputou com os alemães, mas dificilmente deixará de requerer menos dos jogadores seja do ponto de vista emocional, táctico e físico.

Braga foi um ponto de viragem para o Benfica na época passada. Ali, à 11ª jornada, após três derrotas, as águias arrancaram para um ciclo triunfal puxados pela locomotiva Renato Sanches que só parou na conquista do título. De então para cá, o Benfica apenas sofreu outras três derrotas na Liga (uma de 15/16). Quarenta e seis jogos depois, o Benfica regressa a Braga. Com que destino?

17.02.2017
M M