Entrada em campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

Esta guerra é como o Ronaldo

Cristiano Ronaldo teve mais uma noite fantástica: à sua conta, afastou o Bayern e colocou o Real Madrid nas ‘meias’ da Liga dos Campeões. CR7 fez um hat trick, marcou cinco golos na eliminatória e bateu mais um recorde na Champions. Ninguém consegue adivinhar-lhe os limites. A cada momento extraordinário, há outro que ele protagoniza. A cada máximo atingido, segue-se mais um que ele consegue superar.

Ronaldo é assim como a guerra que está instalada no futebol português: não se sabe onde vai parar. O último episódio foi ontem despoletado pelo diretor de comunicação do FC Porto, que divulgou um e-mail interno do Benfica (não é o primeiro…) no qual se partilha um pedido de bilhetes do presidente da Associação dos Árbitros (APAF) e comentários de dirigentes encarnados. O clube da Luz reagiu, acusando o FC Porto de pirataria informática e garantiu que vai avançar com queixa-crime. Esta batalha vai, pois, terminar no tribunal. Mas a guerra, por certo, não acaba aqui…

O Conselho de Disciplina tomou há tempos uma boa decisão: divulgar no mapa de castigos os motivos das ações disciplinares. Passámos assim a saber por que razão este ou aquele jogador, treinador ou dirigente foram sancionados. O vocabulário utilizado explica muita coisa e o tom ofensivo e até ameaçador resulta em castigo. Aquilo que muitas vezes ficava na penumbra da dúvida e da desconfiança, ganhou letra de forma no mapa divulgado às terças-feiras pelo CD num corpo pequenino mas elucidativo. As atitudes e expressões que valeram castigos a Brahimi e Luís Gonçalves revelam a tensão que se vive no campo de batalha e, especialmente neste momento, a tensão que os dragões não conseguem disfarçar e, pelos vistos, controlar. Assim, o maior prejudicado será sempre o FC Porto.

19.04.2017
M M