Saída de campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

Humilhação e orgulho

O Benfica desceu às profundezas do inferno em Basileia. Uma humilhação, um pesadelo, uma vergonha, não faltam adjetivos para classificar uma das noites mais negras da história europeia das águias. Não é uma tragédia, não senhor, porque uma derrota num jogo de futebol não deve ser assim encarada, mas já não se trata apenas de um sinal de alarme. Impõe-se decretar o estado de emergência, para que Rui Vitória e os jogadores percebam que o que se está a passar não é uma "fase má". É pior do que isso. E o primeiro passo para a cura é aceitar a realidade.

Não há derrotas morais, mas o Sporting pode digerir o resultado negativo com o Barcelona aproveitando as (muitas) coisas boas que o jogo lhe proporcionou. Jesus pode estar orgulhoso da equipa, tal como os adeptos que foram incansáveis no apoio (até a... Cristiano Ronaldo!), entendidos nos assobios (o árbitro romeno bem os mereceu) e respeitosos nos aplausos (Iniesta justifica-os). Ficará a convicção de que teria sido possível ‘enganar’ o Barça e a frustração de ter perdido com um autogolo. Mas tudo o resto, o Sporting pode capitalizar. Houve exibições individuais de altíssimo nível (Patrício, Piccini, Mathieu, Battaglia), mas agora convém que haja memória e que a derrota moral com o Barcelona não provoque os mesmos efeitos da que o leão sofreu em Bernabéu na época passada.

28.09.2017
M M