Entrada em campo

António Magalhães

António Magalhães

Diretor
António Magalhães

Sporting brincou com o fogo

O empate em Setúbal bastava para o Sporting seguir em frente na Taça CTT, mas nem isso os leões conseguiram. A derrota, com um penálti polémico, ditou o afastamento da prova. Depois da Champions e da Liga Europa, o Sporting salta fora de uma competição que fazia parte dos seus objetivos. Bruno de Carvalho disse que mantinha a exigência da conquista dos três títulos nacionais, mas este já lá vai. O novo ano começa de forma penosa para os sportinguistas, que a esta frustração juntam o desconforto de estarem a 8 pontos do líder e terem uma eliminatória da Taça de Portugal para discutir em Chaves.

O Sporting, tal como o FC Porto (e até o Benfica), pode queixar-se da arbitragem, mas também tem muito que se queixar de si próprio. Jesus deixou de fora titulares no jogo perante o adversário mais ‘temido’ do grupo e que podia discutir o apuramento. Consequência: ao intervalo teve de lançar Gelson e Dost depois de a equipa mostrar um futebol desgarrado e sem ligação. O holandês ainda deu um golo (a Elias) e meio (a André), mas este avançado brasileiro conseguiu fazer o que parecia impossível: falhar esse golo cantado e outro ainda que Campbell lhe ofereceu.

A arbitragem vai ficar no olho do furacão (o próprio presidente da APAF reconhece que há erros a mais) e a reação dos leões mal Edinho transformou (com classe) o penálti é prova da revolta de uma equipa que já não imaginava perder. Mas o leão brincou com o fogo e expôs-se a um imponderável. Não foi a primeira vez que aconteceu esta época e, no Bonfim, se o Sporting já sabia que o V. Setúbal tinha vantagem no critério que acabou por ditar o vencedor do grupo (a média de idades), a experiência dos jogadores que apresentou deveria ter significado alguma matreirice para evitar um ‘desastre’ ao cair do pano.

05.01.2017
M M