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Record

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Saída de campo

Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor adjunto de Record

O racional e a paixão

A noite de ontem na Luz foi apenas nova prova de que o futebol é a mola-real dos clubes e que quando a bola não entra não há contas positivas, cash-flows ou estruturas que parem adeptos insatisfeitos. Custa entender como é possível tamanha zaragata em quem ganhou os últimos quatro campeonatos. Tudo por um mau início de época que ainda nada deitou a perder? Mas se o cliente tem sempre razão, e no futebol os clientes são os adeptos, é bom analisar seriamente o que se passa.

Primeiro entender que não ter rédea mais curta com os tais grupos organizados tem custos. Os mais velhos sentem-no na pele. A contestação é obviamente um direito democrático e até salutar num emblema pujante, mas cadeiras pelo ar, petardos e agressões são coisas que não podem suceder nas assembleias. Não é a primeira vez. E uma vez mais não houve detidos. Por que têm estes adeptos tratamento especial da polícia e do clube é difícil de perceber.

Mas será também importante para Vieira entender se a contestação é apenas devido ao futebol. Porque a insatisfação pode ter mais variáveis. Política de contratações errática? Mudanças na estrutura por explicar? Ter Rui Costa encostado a um canto? Movimentos eleitoralistas? Seja o que for, tem de ser levado a sério. A bem da estabilidade do Benfica.
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