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Eládio Paramés

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Adeptos ingleses não gostam do VAR

Anda em toda a Europa uma discussão ao redor do VAR. Entre nós, as opiniões também se dividem: uns defendem a sua utilização, quando as decisões dos árbitros que o visionam são a favor das suas cores; outros estão contra, quando estas são em desfavor. É o normal, num país em que as pessoas gostam mais dos clubes do que de futebol. Em Inglaterra é ao contrário…

E por isso a maioria dos adeptos não quer o VAR, sistema que apenas está a ser utilizado experimentalmente na FA Cup. E não quer, dizem nos inquéritos, porque com ele o jogo iria perder emoção, iria trazer uma redução no ritmo das partidas, iria levar à perda da manifestação espontânea pelo golo. O povão que enche todas as semanas os estádios – apesar do preço dos bilhetes – não quer estar à espera de uma decisão, quer antes acreditar naquilo que o árbitro viu e assinalou, ainda que seja uma decisão errada e desfavorável à cor da camisola que veste. Claro que o povão sofre pelos seus clubes, mas acima destes está a paixão pelo jogo. Sem VAR.

Fechou o mercado e – surpresa! – afinal o Chelsea foi a equipa que mais gastou depois do City. Já lá vão mais de 200 milhões de libras em 8 jogadores. Apesar disso, Conte continua a dizer que não tem equipa e reafirma a necessidade de o clube comprar 3 jogadores de classe mundial para a próxima temporada.

O italiano, de facto, não é pobre a pedir e talvez por isso – e por se esquecer que, neste momento, os londrinos têm nada mais nada menos que uns 38 jogadores emprestados! – é que o Chelsea decidiu ir realizar a pré-temporada para a… Austrália!

Não havia necessidade disso, julgo eu, se fizesse como Mourinho, que lançou um miúdo, Mactominay, que se encontra no United desde os seus 9 anos mas que nunca tinha treinado com a primeira equipa.

Esperem lá, isso tem a ver com o Mourinho? Então não se fala mais nisso! Assim concluo, reconheço que algo cinicamente.

05.02.2018
M M