Hora do chá

Eládio Paramés

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Se tivesse irmão rico, não comprava um clube

Terminou a ‘silly season’ . Agora é tempo de financeiros e agentes fazerem balanços, de presidentes de clubes e Liga se queixarem e de nós reagirmos com espanto ou gargalhada consoante os casos.

A mim espanta-me, por exemplo, como é que Liverpool segurou Coutinho, resistindo ao ataque do ‘rico’ Barcelona, cujos cofres se encheram, sabem vocês tão bem quanto eu como. Ou como Guardiola comprou 6 jogadores – 6 –, gastando a módica quantia de 223 milhões de libras, mais do que outro clube inglês. Neste caso, como no do Chelsea (Conte parará de choramingar?), o segundo maior gastador, os ‘homens da massa’ estão a fazer contas de ‘sumir’ e a pensar como irão reaver estes monstruosos investimentos.

Tão grandes que o presidente da Liga espanhola, de nome Tebas, apresentou queixas na UEFA contra PSG e o City, por quebra das regras do Fair Play Financeiro. Curiosamente, não se preocupou com a aquisição do Girona e que, se saiba, nem sequer averiguou quem está por detrás dos compradores. Ah! Como eu gostava de ter um irmão rico… Mas se tivesse, não comprava um clube.

Espanto causa-me ainda a ‘guerra’ entre Chelsea e Diego Costa. Este, afastado da equipa de forma inovadora por Conte, ficou fora da lista da Liga dos Campeões. Ao contrário de Ibrahimovic, que Mourinho incluiu nos 25, embora o sueco só deva voltar em janeiro.

O Arsenal deixou… desculpem... Wenger não está na competição. Distração minha. O que causa sorrisos em Londres é o folhetim West Ham/Sporting. Uns dizem que houve oferta, outros dizem que não. E a história, pelos vistos, acabará no tribunal. Sinceramente, não havia necessidade!

04.09.2017
M M