Futebol à portuguesa

José António Saraiva

José António Saraiva

Diretor do Sol
José António Saraiva

Ederson e Patrício

Ederson e Rui Patrício são os espelhos das carreiras de Benfica e Sporting nesta época: uma fulgurante e feliz, a outra tristonha e infeliz. Aliás, os jogos com o Borussia Dortmund também retratam bem essa realidade: o Sporting dominou os alemães em Alvalade e perdeu, o Benfica foi claramente dominado e ganhou. Não me lembro de um jogo na Luz em que o Benfica tenha sido tão inferior ao adversário. Mas no único remate que fez à baliza, marcou. E Ederson encarregou-se de manter as redes invioláveis, mercê de 4 defesas milagrosas e com a ajuda do desastrado Aubameyang, que falhou 4 golos de baliza aberta.

Ora, Ederson é uma imagem do Benfica: seguro e feliz nos momentos decisivos. Neste campeonato, a equipa da Luz tem acabado por ganhar facilmente jogos que pareciam complicados, marcando golos com uma facilidade que chega a impressionar.

Rui Patrício está nos antípodas. É a imagem de um Sporting permeável e infeliz. Nos últimos 4 jogos, depois de regressar de uma lesão, sofreu 8 golos, vários dos quais defensáveis. Chegou a desviar-se da bola num livre e permitiu 3 remates vitoriosos de cabeça dentro da pequena área!

Mas Jorge Jesus também tem culpas nesta situação. Quando Patrício se lesionou, Beto substituiu-o com brilho, fazendo um punhado de grandes defesas. Só que, quando Patrício se recompôs, prevaleceu o seu ‘estatuto’ e reconquistou o lugar. Jesus costuma ser corajoso, lançando os que estão em melhor forma e não os que têm mais nome. Neste caso não o fez – e saiu-lhe caro.

17.02.2017
M M