À minha maneira

José Manuel Freitas

José Manuel Freitas

José Manuel Freitas

Adrien e CR 7, Messi e Mundial

No rescaldo de mais um extraordinário feito da principal Seleção Nacional – país pequeno talhado para o futebol, tanto em jogadores como técnicos e que devia ter melhores dirigentes, que chega pela quinta vez consecutiva à fase final de um Mundial merece todos os reparos e se jogar na Rússia como o fez frente aos suíços… –, de um hino que emocionou toda a gente, mesmo aqueles que não puderam estar na Luz, e da distribuição de merecidos parabéns pelos autores de tal façanha, não me passou despercebido que ninguém se tenha lembrado de Adrien Silva. Porquê o ex-capitão do Sporting e não outros como Danny, Pizzi ou Rui Fonte? Pela simples razão de que os burocratas do futebol impedem um campeão da Europa de fazer aquilo que melhor sabe e, obviamente, de ter estado na festa que se viveu por todo o Portugal. Aquilo que mais desejo (porque o reforço do Leicester é jogador de Seleção, por direito e corpo inteiro), é que possa chegar aos níveis que lhe permitam estar nos 23 para a Rússia.

Felizmente não se confirmou aquilo que se seria uma desgraça mundial: as não presenças de CR7 e Messi. Cada um à sua maneira deram forte contributo para que Portugal e Argentina se perfilem como candidatos à conquista de lugares de honra no verão de 2018. Mais o argentino, que na hora da verdade marcou os três golos que ditaram o triunfo da sua equipa – o terceiro é para ver e rever -, mas só a presença de CR7 em campo, mesmo quando não está no tal patamar, impõe respeito. Embora o presidente da FIFA ache que não ao omiti-lo da última década…

12.10.2017
M M