À minha maneira

José Manuel Freitas

José Manuel Freitas

José Manuel Freitas

Choro de Piqué, adeus de Varela

O cidadão Gerard Piqué é conhecido em todo o mundo por três motivos: é futebolista profissional do Barcelona, está casado com a estrela colombiana da música Shakira e defende que a sua Catalunha se desligue da Espanha. Tal como ele, sou fervoroso defensor dos direitos humanos e do direito à autodeterminação. Daí entender as suas lágrimas, refutar a violência policial sobre a maioria dos catalães - a arma dos fracos é a violência em grupo ou atacar à traição - e não compreender a mensagem do Rei Felipe VI, embora perceba que ao poder central (Madrid) não dê jeito absolutamente nenhum a cisão. Sinceramente… Porém, no plano desportivo, Piqué não pode desejar ter sol na eira (independência) e chuva no nabal (jogar pela seleção espanhola). E quanto a isso tem de ser ele a dar o passo em frente (ou ao lado, como já defendeu) e não Lopetegui. Por muito que lhe custe e lhe desse jeito serem os responsáveis federativos afastá-lo, aquela já não é a sua seleção. E como Piqué não é Busquets…

Em plano contrário encontra-se o português Bruno Varela, guarda-redes do Benfica, a quem as decisões do seu treinador não só lhe retiraram a possibilidade de continuar na baliza da Luz - pelo que se vai vendo, confirmando-se a chegada de mais um 'keeper' em janeiro, Vlachodimos, até é capaz de passar de terceiro, como na Madeira, a quarto ou quinto… - como de se manter na Seleção lusa. Ou seja, utilizando mais uma quadra popular: por muito valor que se tenha… vale mais cair em graça do que ser engraçado. Bruno Varela não merecia, digo eu!

06.10.2017
M M