Record

Assinatura Digital Premium Saiba mais

À minha maneira

José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Futebol não é mundo à parte

O princípio de presunção de inocência não é figura de estilo, muito menos retórica. É um direito de cada cidadão, conferido pela Justiça, e, nessa medida, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, realidade que se coloca a qualquer tipo de crime. Mesmo a quem seja indiciado de um crime de corrupção ativa e mais quatro crimes de violação do segredo de justiça, como é o caso de Paulo Gonçalves, um dos rostos da operação 'e-toupeira' e que, ao contrário do que muitos pensam – e até defendem com alguma veemência -, deixa claro que o futebol não é (nunca foi e jamais será) um mundo à parte nesta sociedade democrática consagrada a 25 de Abril de 1974. Por muito que me possam dizer das qualidades profissionais (serão elevadas) de Paulo Gonçalves, a verdade é que o assessor jurídico da Benfica, SAD, está associado a um esquema súcio, baixo, interesseiro e assente em espionagem. E contribuiu, já depois de ser arguido no 'caso dos e-mails', com tudo o que o envolveu nas últimas horas, para emporcalhar o nome de uma instituição respeitável, centenária e que muito tem dado ao Desporto português e mundial.

O que Paulo Gonçalves fará a seguir não é conta do meu rosário, mas depois do que se lê em novo comunicado da Benfica, SAD, e de ouvir as sábias declarações de Nuno Gaioso, não devia o causídico dizer adeus? Ou será que os milhões de adeptos, acionistas e patrocinadores vão chancelar a sua continuidade no desempenho das funções que exerce? E continuará a representar o Benfica na Liga?

2
Deixe o seu comentário
M M