De Vigo a Basileia

Ao ver o Basileia acumular golos frente ao Benfica não pude deixar de pensar numa das noites mais negras da história das águias: aquela que viveu em novembro de 1999, em Vigo. Passaram-se 18 anos desde esses humilhantes 7-0. Hoje, comparando as coisas, considero bem mais indigesta esta chapa 5 de Basileia, por duas razões: primeiro, o Celta tinha uma equipa de verdadeiros craques (Karpin, Mostovoi, Makélélé, Giovanella e Gustavo López, lembram-se?); depois, esse era um Benfica à deriva, nas mãos de um futuro presidiário (Vale e Azevedo). Este Basileia é equipa da 2.ª divisão europeia e o Benfica é tetracampeão de Portugal, 10.º do ranking da UEFA! Mais recentemente, o Benfica também ‘levou 5’, foi em Atenas, frente ao Olympiacos (2008). Descalabros destes ocorrem de nove em nove anos? Então, até 2026.

Em Alvalade, o Sporting voltou a mostrar que sabe discutir resultados frente aos colossos europeus. Há um ano perdeu os quatro jogos com Real Madrid e Borussia Dortmund pela diferença mínima, deixando no ar a ideia de ter faltado aquela pontinha de sorte para evitar a derrota. Ontem a história repetiu-se. O Barcelona precisou de um azar de Coates para chegar ao golo. Quem se quiser iludir pode pensar nessa tal pontinha de sorte que não acompanha a equipa nestes grandes jogos. Quem andar com os pés no chão percebe que discutir estas partidas é uma coisa, ter capacidade para as ganhar é outra bem diferente. O Sporting está a crescer e talvez possa ter capacidade para bater-se por uma Liga Europa. A Champions é outro campeonato.

27.09.2017
M M