Coitado do hóquei

Cresci a ouvir os relatos dos jogos de hóquei em patins nas noites de sábado. Por isso, naturalmente, sempre nutri particular simpatia pela modalidade. Contudo, ao invés de outras, nunca ousei praticá-la. E por uma razão fácil de compreender: a única vez que calcei uns patins ‘aterrei’ no chão poucos segundos depois. Aquilo não era para mim. Adiante...

Ao longo dos anos tive a oportunidade de acompanhar grandes momentos do hóquei nacional, destacando a cobertura do Mundial de Oliveira de Azeméis que culminou com a vitória portuguesa. Foi uma prova intensa e com um ambiente verdadeiramente espantoso que dificilmente será esquecido por quem lá esteve.

Mas, se o gosto pela modalidade nunca desapareceu, confesso que sempre me incomodou a incapacidade que a maioria dos seus responsáveis – em Portugal e não só – têm para contribuir para a evolução deste desporto. Não é aqui o espaço indicado para levantar uma série de questões que deveriam merecer atenção adequada, mas não posso deixar de referir o facto do estatuto olímpico ter sido perdido e nunca mais recuperado, bem como a dificuldade para ver aumentar o número de países que olhem ‘a sério’ pela modalidade.

Em Portugal, felizmente, os três grandes estão de novo a lutar pela conquista dos títulos, sendo que Oliveirense e até o histórico Barcelos também contribuem para grandes espetáculos. Mas, pese a emoção e a qualidade dos artistas, o hóquei terá problemas para vingar se continuarmos a ver coisas como as que ontem sucederam em Alverca.

18.06.2017
M M