Três sentenças

Luís Pedro Sousa

Luís Pedro Sousa

Editor
Luís Pedro Sousa

A audácia bracarense

O Sp. Braga tem plantel para se intrometer na luta entre os três grandes. Muito provavelmente, não chegará para alcançar o título, mas poderá ser suficiente para disputar um lugar no pódio até ao final da Liga. O que os bracarenses não devem é, sob o argumento da ambição, de "fazer mais com menos", de "jogar olhos nos olhos", descurar o pragmatismo e a contenção. Os crónicos candidatos também baixam linhas quando visitam os rivais... A audácia de Abel Ferreira e a qualidade do Benfica, claro está, ditaram o resultado daquele que foi, até à data, o melhor jogo do campeonato.

O romantismo flaviense e a visita do Benfica - Quem também pecou por excesso de romantismo foi o Chaves em Guimarães. Os flavienses, ao teimarem no passe curto na primeira fase de construção, sofreram três golos muito semelhantes, fruto de perdas de bola em zona proibida. Se Luís Castro perceber que não está numa equipa grande nem tentar imitar o Barcelona de Guardiola, os transmontanos têm, de qualquer forma, condições para fazer um campeonato pelo menos ao nível do anterior. E, amanhã, o Benfica que se cuide. Matheus Pereira e William estão em bom momento.

Há insubstituíveis... e depois há William - Mas o William do momento é mesmo o do Sporting. Os melhores jogadores da Liga estão condenados a sair e, por muito competentes que sejam os departamentos de prospeção, dificilmente se mantém o nível competitivo das equipas que, para sobreviverem, são obrigadas a abrir-mão dos seus craques. O caso de William Carvalho é muito complicado de resolver, pelo menos para quem defende a máxima de que não há insubstituíveis. Por muitos "manéis" que Jesus invente, ninguém chegará aos calcanhares do internacional português. 

12.08.2017
M M