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Pedro Santos Guerreiro

Pedro Santos Guerreiro

Jornalista
Pedro Santos Guerreiro

Champions

É justo reconhecer que tudo correu bem ao Benfica. Mesmo tudo. Os ressaltos a favor, as desinspiradas aselhices dos alemães, a apatia do treinador adversário, a eficácia… Mas depois estava na baliza encarnada um super-homem com reflexos de homem-aranha. No Benfica-Borussia Dortmund desta semana, Ederson fez um jogo de sonho. E isso não teve nada a ver com sorte.

As grandes noites europeias de equipas portuguesas são tipicamente assim: com resistência, sorte e superação contra equipas estrangeiras à partida muito mais fortes, que muitas vezes são traídas pelo seu excesso de confiança ou surpreendidas pela tática e arrojo da equipa portuguesa. Cada um dos "três grandes" tem (felizmente) muitas destas histórias que contar nas competições europeias. O Benfica tem mais uma. Ou, pelo menos, mais meia.

O "problema" destas noites de sonho é que são, na fase de eliminatórias, apenas metade do sonho, que falta completar na segunda mão. Conseguir duas noites de sonho contra a mesma equipa é muito mais difícil, até porque numa segunda mão a equipa estrangeira que tiver perdido no primeiro jogo já não entra com excesso de confiança. É por isso que os benfiquistas preferem lembrar a eliminatória histórica contra o Liverpool, em que o jogo cá correu bem e o de lá correu ainda melhor.

Assim seja também desta vez. Com tudo a correr bem, com o super-Ederson a defender e com cimento na defesa e elásticos no ataque. Seria grandioso.

15.02.2017
M M