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Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Editor

Jogar para aquecer

A integração do Gil Vicente na Liga NOS é o cumprimento de uma ordem judicial e, num estado de Direito, é uma questão de Justiça. Seja feita. O método previsto no Regulamento de Competições da Liga, decidido e aprovado pelos clubes, e ratificado pelo Tribunal Arbitral do Desporto, é que é questionável.

Estamos a mais de ano e meio da integração automática do Gil Vicente na Liga NOS. Quer isto dizer que o clube de Barcelos irá jogar até final desta época e a próxima... para aquecer. Pode reduzir custos e desfazer-se de todos os jogadores mais caros, utilizar apenas juniores, perder todos os jogos por 10-0, descer de divisão em dois anos consecutivos... que nada muda. Terá sempre um lugar garantido entre os grandes à sua espera.

É claro que isto coloca sérias questões sobre a integridade da competição. O Gil Vicente tem 20 pontos nesta altura, resultado de cinco vitórias e cinco empates. Quer isto dizer que houve 10 equipas a quem roubou pontos, mas quem nos garante que o clube não decide agora poupar dinheiro e transferir os jogadores mais caros do plantel, enfraquecendo a equipa? E, pior, não estarão os seus futebolistas muito mais expostos a eventuais tentações de combinações de resultados?

Os regulamentos são feitos pelos clubes e o tal artigo 21A mostra bem a falta de visão de quem dirige o futebol profissional português. Será que ninguém achou todas estas questões óbvias? E agora, como vamos dizer a todos os outros clubes que estão a competir com um para quem perder ou ganhar será sempre desporto?
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