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Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Editor

Madureira e os anónimos

Podemos não gostar dos novos tempos, mas há factos que existem e dos quais não podemos fugir. Um deles é que Fernando Madureira, líder da claque portista Super Dragões, se transformou numa pessoa relevante no FC Porto e no futebol português. Tem mais de 120 mil seguidores na rede social Instagram, o que quer dizer que tem um poder de influência muito grande, sobretudo para jovens que o vêem como exemplo. E há muitos que o fazem.

A publicação que fez no fim de semana onde mostrou a fotografia de um árbitro violentamente agredido na Argentina com a legenda 'Este não rouba mais' é absolutamente inaceitável. Qualquer adepto de futebol tem de ser punido por este incitamento à violência sobre os árbitros, mas no caso de Madureira, um influenciador de opinião e com responsabilidades por ser líder reconhecido de uma claque organizada, o castigo deveria ser bem mais pesado. Ultrapassou todos os limites do que é razoável.

Apesar de todas as vezes em que passou os limites (e foram demasiadas, quase sempre sem consequências legais), Madureira tem uma cara, tem um nome, as pessoas sabem quem ele é, tem um número de telemóvel acessível a muita gente. Por isso há um controlo social e até das autoridades sobre o que faz. E, por ser reconhecido como adepto do FC Porto, o que faz pode até ter consequências para o clube.

No mundo das claques, o que não falta é pessoas a ultrapassar os limites, com a diferença de serem quase todos anónimos, muitas vezes até de cara tapada. São os mais perigosos.
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