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Sérgio Krithinas
Sérgio Krithinas Editor

Mais do que dois cidadãos

De acordo com as notícias vindas a público, a investigação está a ser feita a Luís Filipe Vieira e o ‘vice’ Fernando Tavares, bem como ao juiz Rui Rangel, não tem nada a ver com futebol, nem sequer com o Benfica, mas a verdade é que deixa marca para o clube. São dois cidadãos que terão de responder perante a Justiça, como pode acontecer com qualquer um, mas são cidadãos sobre os quais a atenção é maior, por tudo aquilo representam os cargos que ocupam.

Para o Benfica, por muito que o clube nada tenha a ver com o assunto, é mais uma confusão e numa altura particularmente delicada. Temas como vouchers, emails, match-fixing e Mário Centeno mantêm-se na ordem do dia. Chega-se a um ponto em que a vida do clube se mistura e, por vezes, se confunde com a vida daqueles que os representam nos respetivos órgãos sociais. É por isso que isto não é apenas um processo que diz apenas respeito a Vieira, Tavares ou Rangel; aos olhos do público, o Benfica também está a ser investigado neste processo. Mais uma vez.

No caso dos emails, como antes no caso dos vouchers, o Benfica demorou a reagir, pelo menos com voz e a cara do responsável máximo do clube, o presidente. Mais do que comunicados ou declarações de assessores ou advogados, Vieira devia ter sido mais rápido a aparecer em público e dizer aquilo que haveria de dizer mais tarde. Neste caso, essa urgência é ainda maior: porque é um caso que toca a Vieira (como a Fernando Tavares) diretamente. Passou-se um dia e Vieira manteve-se em silêncio. Fez mal.
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