Bloco baixo

Sérgio Krithinas

Sérgio Krithinas

Editor
Sérgio Krithinas

Uma odisseia na Luz

Odisseas Vlachodimos chegou ontem a Lisboa e nem precisou de um cartaz luminoso para ser mais um exemplo da incoerência que o Benfica revelou no último defeso e que parece não ter acabado.

Com a saída de Ederson anunciada largos meses antes, ninguém percebeu muito bem qual o plano das águias para a baliza. Era confiar em Bruno Varela, Júlio César e Svilar? Então porquê tantos movimentos no mercado, em especial pelo finlandês Lukas Hradecky? Era assegurar uma alternativa sólida, direta ao onze? Então porque... não foi contratado ninguém?

Em outubro, numa altura em que o mercado está fechado, aterra em Lisboa um guarda-redes de 23 anos, internacional sub-21 pela Alemanha e titular de um dos grandes da Grécia. Se fosse em agosto, seria visto como o principal candidato ao onze. Como é agora, é impossível saber o que espera o Benfica de Vlachodimos. Virá com o estatuto de número 1? E em que pé fica a aposta em Svilar, considerado no Seixal como um diamante em bruto? Virá para ser alternativa? E Bruno Varela não serve nem para isso? Então... porque foi titular no arranque da época?

São demasiadas coisas que parecem fazer pouco sentido e que, numa altura que tudo corre mal dentro de campo, ficam mais expostas ao julgamento dos adeptos e opinião pública. Após ganhar quatro campeonatos seguidos, talvez se tenha pensado que a mítica frase de Mário Wilson fosse de novo verdade. Mas o "risco" de ser campeão - no Benfica ou em qualquer outro clube - exige muito trabalho.

10.10.2017
M M