Bancada de sócios

1. Carrillo continua sem agarrar as oportunidades. Rui Vitória tem feito uma gestão correta do jogador? Acredita que o peruano ainda vai triunfar no Benfica?

2. Face à onda de lesões no Dortmund, o Sporting é favorito? Se os leões não vencerem este jogo, devem focar-se exclusivamente no campeonato?

3. Prejuízo de 58,4 milhões, polémica com Helton, demissões em série. Pinto da Costa perdeu o pulso ao FC Porto?


Leonor Pinhão (Benfica)

Muitos minutos

1. Rui Vitória tem sido irrepreensível naquilo a que se chama ‘dar minutos’ a jogadores que vêm de lesões ou de prolongadíssimas ausências da competição, como é o caso de Carrillo. A questão é que o peruano já dispôs de muitos e muitos minutos e ainda não se afirmou como opção nem, muito menos, como indiscutível. Tem, porém, atenuantes: o custo zero a que chegou e um ano de inatividade. Com Rafa, Zivkovic e tantos outros perto do regresso, poderá perder espaço. Ou não.

Mesmo mancos

2. Esta é a melhor altura para jogar com o Borussia Dortmund. Mas convém admitir que, mesmo dizimados e mancos, os alemães são uma equipa a respeitar. O Borussia Dortmund B discutiria, certamente, o título se jogasse no campeonato português. O Sporting vai apanhá-los em fase hospitalar e, por isso, é favorito nos dois jogos, cá e lá. Se correr mal, paciência. Há sempre a Liga Europa que o presidente do clube já anunciou como sério objetivo para o próximo mandato.

Falha nos serviços

3. Enquanto ‘o pulso’ da equipa de futebol continuar a bater não haverá crise na identidade do FC Porto. E a verdade é que a equipa está na discussão pelo título e apresenta argumentos sólidos. Do ponto de vista ‘político’, é certo que todas estas últimas ocorrências só podem causar estranheza aos seus adeptos e também aos seus rivais. As contas, enfim… mas o episódio com Helton é francamente lamentável e demonstra uma grande falha nos serviços. Quais serviços? Não sei.

Rui Calafate (Sporting)

Cabeça fraca

1. Carrillo é um enorme talento de cabeça fraca, com pés de jogador e alma de mercenário. Não sei se o Rui Vitoria consegue fazer mais dele que é um títere nas mãos do seu empresário. E ainda por cima tem outras alternativas valiosas para a posição como Salvio, Zivkovic, Cervi e Rafa. Para já o peruano tem sido apenas um custo alto e o seu futuro deve passar pelos habituais clubes de sempre que fazem negócios com o Benfica. Nada de novo.

Sem favoritismo

2. Onde o Sporting entra é sempre para ganhar, porém, apesar das inúmeras lesões no Borussia Dortmund, não é favorito. Os alemães têm mais experiência de Champions e uma grande equipa que pratica um futebol atrativo. Acredito numa vitória e na posterior continuação em prova, mas, se isso não acontecer, ainda temos um longo caminho na Liga Europa. É muito importante para o Sporting a montra e afirmação nas competições europeias.

Desnorte

3. No caso de Helton julgo que trataram mal um homem que é respeitado por todos os que gostam de futebol. No caso dos avultados prejuízos não esperava outra coisa. O Porto teve três péssimas épocas desportivas e algum desnorte em diversos negócios onde esteve refém dos caprichos de Julen Lopetegui. Há algum tempo que qualquer portista nota que Pinto da Costa é uma sombra do líder que já foi e está cada vez mais só. 

Nuno Encarnação (FC Porto)

Pouca paciência

1. Carrillo só será titular no Benfica quando o clube conseguir vender mais dois ou três jogadores na janela de janeiro. Pelo menos, é isto que o Benfica deseja. O excesso de opções no meiocampo dá nisto. Não acredito que Carrillo tenha tanta paciência assim para esperar pelo milagre da titularidade. Depois de Jiménez e Rafa se habituarem a jogar ‘no banco’, agora é a vez de Carrillo...

Humildade

2. O Sporting não é favorito contra uma equipa que está habituada todos os anos ao palco da Champions. Não quer dizer, porém, que o Sporting não tenha a sua chance contra um Dortmund desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores. O Sporting tem de ser equipa e Jesus tem de se ‘juntar’ com humildade à sua equipa e não viver acima dela.

Presidente sem culpa

3. Sem vitórias, não há grandes negócios. Sem títulos, não se fazem grandes jogadores. Sem rigor nas contas um clube não dura eternamente. São três reflexões que o FC Porto tem de fazer atualmente. O pelouro do sr. Pinto da Costa não é nem nunca foi o financeiro. Alguém falhou nesta área específica e esse alguém terá de assumir uma falha desta dimensão. O FC Porto tem de se repensar rapidamente. A culpa não é seguramente de Pinto da Costa.

17.10.2016
M M