Entrada em campo

Nuno Farinha

Nuno Farinha

Diretor adjunto
Nuno Farinha

Luisão é uma instituição

Há coincidências do arco-da-velha. Há um ano, a 16 de outubro, o Benfica estreou-se na Taça frente a uma equipa do terceiro escalão, o Vianense. Jogo disputado em Barcelos, que as águias venceram por 2-1, com um golo apontado por um central brasileiro, Jardel, já em cima do minuto 90.

Ontem, 14 de outubro, o Benfica entrou em ação na Taça novamente frente a uma equipa do terceiro escalão e o jogo foi uma cópia (quase) perfeita do que se tinha visto há um ano. O adversário era agora o 1.º Dezembro, o jogo foi na Amoreira… e tudo se repetiu: os encarnados a adiantarem-se no marcador, o adversário a empatar na segunda parte e a vitória a surgir já nos derradeiros instantes. Como foi o golo salvador de Jardel há um ano? Na sequência de um canto. Batido por quem? Pizzi. Como foi ontem o golo salvador de Luisão? Na sequência de um canto. Batido por quem? Pizzi.

A única diferença é que, desta vez, a ressaca da Taça vai trazer uma dor de cabeça que não estaria nas previsões de Rui Vitória. Luisão, que não é um jogador qualquer, evitou ‘in extremis’ que o Benfica tivesse de passar pela vergonha de ver esta eliminatória ser decidida no prolongamento ou mesmo – quem sabe? – no desempate por penáltis. E, face a todas as peripécias vividas pelo capitão durante as últimas semanas de mercado, tudo o que acontecer esta época com Luisão será especial.

Cresce assim a expectativa por saber que gestão irá Rui Vitória fazer, a partir daqui, em relação aos centrais. Em condições normais, a melhor dupla é Lindelöf/Jardel. É a melhor dupla do Benfica e é, também, uma das mais fortes do futebol europeu. Mas não deve ser nada fácil tirar da equipa um capitão que é um exemplo de seriedade competitiva. Aguardemos.

15.10.2016
M M