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Pedro Santos Guerreiro

Pedro Santos Guerreiro

Jornalista
Pedro Santos Guerreiro

Três pontos

"Foi uma vitória importantíssima", disse Luisão à saída, e disse bem, porque os últimos dois jogos do Benfica na Champions League haviam sido de bem a pior: um pontinho até ao início do jogo de ontem; quatro pontos depois do final. O clube passou de mau a nada mau.

Nada mau em Kiev. O Dínamo não é propriamente a melhor equipa da Europa nem tem, digamos, jogadores muito assustadores. Mas enfim, jogava-se fora, com as pernas ao frio ucraniano e mesmo que o princípio do encontro começasse bem – como começou -, os outros jogos haviam acabado mal. Mas o Dínamo defendeu mal, jogou lento, atacou pouco e quando chutou à baliza, chutou para onde Ederson voou. O Benfica defendeu bem, controlou e quando chutou, lá marcou, de penálti um, à segunda outro. Vitória, a primeira da competição.

Os clubes portugueses têm teimado em provar que não estão destinados à segunda divisão europeia, a Liga Europa. No ano passado, foi precisamente o Benfica que desafiou essa lei da física, que diz que a divisão está no dinheiro e nos jogadores que ele pode comprar. Este ano, depois do jogo de ontem, a passagem da fase de grupos voltou a ficar ao alcance dos encarnados. Daí a "vitória importantíssima". E sim, "importantíssima" também por causa do dinheiro a que a milionária liga permite aceder.

19.10.2016
M M