Atualmente deparamo-nos com uma Inglaterra irreconhecível. O futebol muito pouco atrativo é a caraterística que melhor define esta equipa. De tal forma, que não passavam os 80 minutos de jogo e já os adeptos, em modo de protesto, se começavam a retirar das bancadas do Wembley, mesmo com a equipa a vencer por 2-1 frente à seleção eslovaca.

Ao longo desta fase de qualificação para o Mundial 2018, temos visto frequentemente uma formação completamente ineficaz, com dificuldade em criar oportunidades claras de golo e acima de tudo desorganizada quando se prepara para iniciar uma jogada de ataque. Tudo isto contrasta com as seleções inglesas do século XX e princípios do século XXI. Bem organizadas e peritas em golear os adversários, tinham sempre um jogador de referência, um jogador que fazia toda a diferença. Exemplos dos artilheiros Bobby Charlton e Jimmy Greaves (campeões do mundo em 1966), mais recentemente Frank Lampard, Steven Gerrard, Wayne Rooney, etc. E o que têm em comum? São consideradas lendas do futebol inglês, algo que não se espera que aconteça a nenhum jogador da atual formação.

Para além disto, falta um selecionador com provas dadas de merecer um cargo com este grau de exigência. O atual treinador Gareth Southgate, não demonstra ser a pessoa indicada para liderar uma equipa desta categoria devido à sua inexperiência enquanto treinador. Relembro que apenas passou pelo Middlesbrough e pela seleção sub-21 da Inglaterra até chegar ao cargo em que se encontra.


Apesar disto, a equipa dos "Três Leões" continua muito bem encaminhada para garantir a qualificação direta no Campeonato do Mundo de 2018, na Rússia, estando a apenas 1 ponto de o conseguir.

Autores: Gil Vilela, 16 anos, estudante