Da jornada da Liga dos Campeões à Taça Davis

André Gonçalves

André Gonçalves

André Gonçalves

A questão do apuramento

Concluída que está a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, Benfica e FC Porto já andam a fazer contas à vida. Duas derrotas que não estavam, por certo, nos planos de Rui Vitória e Sérgio Conceição, mas que não podem gerar pânico nem na Luz nem no Dragão.

Quanto ao FC Porto, foi a primeira vez que os azuis e brancos perderam em casa no arranque da fase de grupos da Champions, mas já tinham sido derrotados fora de portas na ronda inaugural. Em 2009/10, por exemplo, o FC Porto perdeu em casa do Chelsea, e mesmo assim conseguiu apurar-se para os oitavos-de-final, num grupo que ainda incluía o Atlético Madrid e o APOEL.

O CSKA Moscovo voltou a ser feliz em Lisboa, para mal dos pecados do Benfica. Olhando para os registos do passado, o emblema da Luz nunca conseguiu apurar-se para os oitavos-de-final depois de perder no primeiro jogo da fase de grupos. Mas há talento e experiência no plantel de Rui Vitória para confiar na qualificação, sabendo que será vital somar três pontos em Basileia na próxima ronda.

Curiosamente, o Sporting foi quem partiu com missão teoricamente mais difícil nesta luta pelos oitavos-de-final, mas foi o único a vencer. A exibição da 1ª parte frente ao Olympiacos deixa água na boca para o que poderão ser os embates com Barcelona e Juventus. Apesar da vitória, o apuramento não se tornou mais fácil, mas acreditar é o único caminho para os homens de Jesus.

Por fim, não podia deixar de dar uma palavra à Seleção Nacional da Taça Davis. A partir de amanhã pode ser escrita mais uma página bonita na história do ténis português, caso João Sousa, Gastão Elias, Pedro Sousa e João Domingues consigam carimbar a qualificação inédita para o Grupo Mundial da principal prova de seleções. A seu favor têm o público que preencherá o Centralito, a terra batida como piso e sobretudo o facto da Alemanha não contar com as suas três principais figuras da atualidade: Alexander Zverev, o irmão Mischa e Philip Kohlschreiber. Há ou não capacidade para derrubar os germânicos? Claro que há! Confiem em vocês. Eu confio.

14.09.2017
M M