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Rui Sousa

Rui Sousa

Redação
Rui Sousa

Jesus brincou com o fogo

Bas Dost é o elemento mais desequilibrador na equipa do Sporting, com o devido respeito por outros valores como Rui Patrício, William Carvalho, Gelson Martins ou Bruno Fernandes, por aquilo que simboliza em termos de golos e soluções ofensivas. Não se compreende, então, o motivo que levou Jorge Jesus a arriscar tanto com a utilização do holandês num jogo onde a eliminatória já estava mais que resolvida, quando o jogador já dava sinais de problemas físicos.

O técnico do Sporting sabe da importância que o goleador tem e daí que o seu seu semblante estivesse carregado no final do encontro frente ao Astana. Jesus torce para que o ponta-de-lança não seja obrigado a parar, mas a culpa é exclusivamente sua e não se sabe que consequências poderá vir a ter daqui para a frente nas aspirações dos leões. Doumbia e Montero estão longe de se revelarem alternativas credíveis para a função que Bas Dost desempenha e se algo de negativo vier a acontecer em termos de resultados será da responsabilidade de Jesus.

O momento é de decisões e veja-se, por exemplo, o caso de Sérgio Conceição, que se mostra cada vez mais cauteloso nesta fase no que respeita à gestão do plantel. A ser goleado pelo Liverpool, não foi em filmes e fez sair mais cedo Brahimi e Soares a pensar no Rio Ave e deu-se bem. Mais recentemente, no Estoril, com o jogo resolvido, decidiu substituir novamente Brahimi, com o Portimomense no horizonte.

Nesta altura exige-se ponderação, bom-senso e especialmente inteligência na condução das equipas, porque qualquer distração e, fundamentalmente, qualquer impulso, poderão deitar a perder o trabalho de toda a época.

23.02.2018