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Linha Direta

Cláudia Marques
Cláudia Marques Redação

Longa vida, Belenenses!

Faz este sábado 98 anos que, no banco de um dos jardins mais emblemáticos de Lisboa, nasceu o Belenenses.

Não cresci no seio de uma família belenense (até porque esta não é da capital), mas sempre ouvi falar do clube com um carinho especial, era a par da Académica, um emblema de quem toda a gente gostava.

Quando comecei a trabalhar no Record, foi o Belenenses, a par do saudoso Estrela da Amadora, o clube que mais acompanhei, com manhãs de treino com uma vista única sobre o rio Tejo.

Com a criação da ‘minha’ modalidade, aproximei-me mais do clube, como aconteceu com todos os que apostaram no futsal. O Belenenses revelou não só boas equipas (basta recordar que foram os primeiros a acabar com o hábito de haver Benfica-Sporting na final do playoff) como também uma secção aberta e acessível, que criou uma excelente relação com todos (refiro-me comunicação social, mas acredito que clubes também).

Falhou apenas o projeto do futebol feminino, mas no futsal está a dar uma grande força às raparigas e também aos mais jovens.

Mas adiante...

Há uns dias tive o prazer de conversar com o sócio nº1 do Belenenses, o senhor Humberto Azevedo. Entre tantas histórias e confidências, não esqueço o receio que ele tem no futuro do seu Belenenses, o clube que ele se orgulha de ter ajudado a rejuvenescer (com a criação das piscinas, entretanto extintas).

O Belenenses faz parte da história do desporto português, como fazem outros clubes em situação pior, como o Atlético, e é importante que não se faça ao clube o que infelizmente muitas vezes se faz com os nossos idosos: o abandono. É preciso chamar jovens ao Restelo, dar uma nova vida ao clube que tem (na minha opinião) o estádio com a vista mais bonita do país (pelo menos...).

Por isso, mais do que uma mensagem de parabéns, o meu desejo é outro: longa vida, Belenenses! Que não te deixem cair.
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