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Linha direta

Nuno Martins
Nuno Martins Redação

Rombo no casco

A detenção do assessor jurídico Paulo Gonçalves, por alegados crimes de corrupção passiva e ativa, violação de segredo de justiça, favorecimento pessoal e falsidade informática, era tudo o que o Benfica não necessitava nesta altura.

Ponto prévio: até transitar em julgado, os arguidos e, em particular, os detidos têm direito à presunção de inocência, ainda que o 'tribunal popular' seja sempre tão impiedoso. É sempre assim. No entanto, os indícios da operação e-toupeira são demasiado sérios e deixam o clube numa posição delicada, por muito que os seus responsáveis possam alegar que se trata de um ato de colaborador que não vincula o Benfica.

Os encarnados, que têm apregoado nada terem feito de ilegal no caso dos emails, sofrem, queira-se ou não, profundo rombo na sua estratégia, depois de terem sido constantemente atingidos por muitos tiros dos rivais ao longo da temporada. A vitória que representou a decisão do Tribunal da Relação do Porto, em proibir a revelação de mais emails, esfuma-se com este novo caso e, mais do que isso, o foco vira-se novamente para a Luz, depois de os dragões terem estado no centro mediático pelo pagamento de uma dívida ao Estoril.

É mais uma trapalhada que deixa o Benfica exposto e não há um fim à vista para agitação no reino da águia.
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