O nosso website armazena cookies no seu equipamento que são utilizados para assegurar funcionalidades que lhe permitem uma melhor experiência de navegação e utilização. Ao prosseguir com a navegação está a consentir a sua utilização. Para saber mais sobre cookies ou para os desativar consulte a Politica de Cookies Cofina

Record

Assinatura Digital Premium Saiba mais

Linha Direta

José Miguel Machado
José Miguel Machado Redação

Sporting Clube de… Itália

A 20ª jornada do campeonato veio confirmar as suspeitas levantadas ao longo dos últimos dias.

O FC Porto está cansado e, sobretudo quando joga fora, mostra algumas dificuldades em repetir as dinâmicas que tão bem resultam para desmontar as defesas adversárias no Estádio do Dragão. Deixou dois pontos em Moreira de Cónegos e só se pode queixar de si mesmo.

O Benfica, que vinha a dar sinais positivos nos últimos tempos, vacilou no Restelo e acabou a sorrir com um ponto conquistado já bem depois da hora. A pressão de poder ser líder (ainda que à condição) parece ter pesado e a ausência de Krovinovic notou-se e de que maneira. Jonas é Jonas, mas foi o croata que revolucionou o futebol do Benfica quando tudo já parecia perdido.

Quanto ao Sporting… Bem, o Sporting é um caso estranho. Os leões chegaram ao jogo com o V. Guimarães com tudo para se darem bem. Contudo, a motivação da conquista da Taça CTT e dos escorregões dos rivais não permitiu uma exibição conseguida, algo que, aliás, há muito não acontece. A qualidade de jogo do Sporting tem caído a pique nos últimos tempos, podendo justificar-se o cansaço acumulado e com ausências de Gelson Martins e Podence.

No entanto, há mais para além disto. Este Sporting de Jorge Jesus é uma obra que em nada se parece com as anteriores do técnico. Podemos chamar-lhe pragmatismo, mas não é só disso que se trata. O técnico tem dado muitas vezes o exemplo das equipas italianas, que fazem da solidez defensiva, da eficácia e do cinismo as suas principais características. Este Sporting é muito assim, é verdade, mas também revela alguma incapacidade de resolver com o coletivo os problemas que vão surgindo. É quase sempre o individual a sobressair e isso vai chegando até ao dia em que… não chegar. Com o Vitória valeu Mathieu, como também já valeu Bas Dost, Bruno Fernandes ou Gelson Martins noutras ocasiões. São as tais individualidades a resolver aquilo que o coletivo não consegue.

Certo é que o Sporting é líder (à condição) e parece estar com aquela estrelinha de campeão. Há ainda muito para jogar (sobretudo para leões e dragões) e, como se tem visto, nenhum dos três grandes está a mostrar ser muito superior aos outros. No final, só vai ganhar um e, atendendo à história, as equipas ‘à italiana’ costumam ser felizes…
2
Deixe o seu comentário
M M