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Linha Direta

José Miguel Machado
José Miguel Machado Redação

Um murro bem dado

Há pouco mais de um ano no comando técnico do FC Porto, Sérgio Conceição recebeu até agora um total de oito reforços. Vaná no verão passado, Osorio, Paulinho, Waris e Gonçalo Paciência em janeiro e João Pedro, Janko e Ewerton neste defeso. Dos que chegaram na época passada nenhum se assumiu como titular e dos que se apresentaram já nesta pré-época apenas João Pedro parece ter capacidade para ser uma opção válida.

Com isto, é mais do que natural que o treinador esteja insatisfeito com a administração, ciente que os feitos alcançados em 2017/18 correm o risco de não se repetirem se não lhe derem o que ele pretende. Apesar de o FC Porto ainda manter a base de sucesso da época passada, a verdade é que já saíram Ricardo Pereira e Marcano, dois elementos de extrema importância na solidez defensiva apresentada. E até Diogo Dalot, que era visto como sucessor natural de Ricardo, rumou a outras paragens.

Os méritos de Sérgio Conceição no ano passado, onde soube retirar o máximo dos recursos que tinha à sua disposição, não devem servir para relaxar, até porque os rivais (sobretudo o Benfica) estão a montar plantéis fortes e com diversas soluções. Portanto, o murro na mesa dado pelo técnico faz todo o sentido e, a mais de um mês do fecho do mercado, há ainda tempo para dotar o plantel de soluções que ajudem a subir a qualidade da equipa.

O facto de o FC Porto ter sido campeão não retira ambição aos adeptos, ao treinador e à administração. Em 2018/19 há muito para ganhar e, para isso, é fulcral que se dê ao técnico condições para manter o nível bem elevado. Porque além do campeonato, há a Liga dos Campeões e as duas Taças internas onde os dragões têm ambições grandes. E, sobretudo, porque depois do que fez na época passada, Sérgio Conceição merece que lhe façam as vontades. Ele mais do que ninguém.
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