Foi por entre as clareiras da Tapada das Necessidades, em Lisboa, que vimos Aloy a observar a natureza. Que melhor cenário podíamos desejar para a apresentação de Horizon Zero Dawn do que presenciar a heroína em carne e osso?

O exclusivo da PS4 chega ao nosso país a 1 de março e a simpática Angela Gillespie, da Guerrilla Games, esteve à conversa com o Record Gaming sobre a mais recente obra do estúdio. Já depois de autografado o nosso poster do jogo, Aloy foi o principal tema da entrevista.

"Ela é rija. É inteligente. Parece frágil mas é forte. Foi marginalizada toda a vida e por isso está habituada a estar por sua conta. Apesar de tudo, ela quer ajudar as tribos quando eles precisam de auxílio. Tem esta dupla personalidade de ser dura mas ao mesmo tempo querer ajudar as pessoas", frisou Angela, sorrindo quando dissemos que é fácil nascer um fraquinho pela personagem principal do jogo.

De resto, o foco de HZD está tão presente na nossa bonita guerreira que esse foi um dos principais fatores pelos quais o jogo foi pensado em exclusivo para singleplayer.

"Creio que os jogadores vão gostar da história e da sua evolução. Foi importante manter o jogo como singleplayer para conseguirmos contar a história de Aloy e para que as pessoas percebam de onde é que ela veio e por que está à margem da sociedade. Há muita interação entre as personagens do jogo, por isso o singleplayer vai dar-se bem. Penso que mesmo as pessoas habituadas a multiplayer vão gostar", contou-nos Angela Gillespie.

E no dia da apresentação de Horizon Zero Dawn podemos já pensar numa sequela?

"Passámos anos a desenvolver as tribos, a personagem, o mundo. Estamos focados neste jogo", disse-nos a responsável da Guerrilla Games, sublinhando que o jogo não se esgota numa história linear: "Há muitas atividades paralelas, para além da história, que os jogadores podem fazer. Algumas delas também ajudam a avançar na história. Há muito conteúdo".

Horizon Zero Dawn impressiona pela parte gráfica e a explicação está sobretudo no motor de jogo usado, chamado Decima, estreado com Killzone Shadow Fall, também da Guerrilla Games. Apesar do mesmo motor (com as devidas evoluções), o impacto será igualmente grande junto da comunidade gamer?

"Espero que sim, mas são jogos muito diferentes. Acho que as pessoas vão gostar e vai ser uma surpresa verem como o estúdio de Killzone fez este RPG em mundo aberto. É o mesmo motor de jogo, mas passámos muito tempo a desenvolvê-lo para que suportasse um mundo aberto e as características de um RPG", terminou Angela Gillespie.

Está assim dado o mote para aquele que será certamente um dos títulos do ano. O Record Gaming já está a testá-lo e brevemente daremos notícias sobre as aventuras de Aloy. Mas, para já, confirma-se: estamos apaixonados.

Autor: Luís Miroto Simões