Nuno Luís e a etapa no Nacional: «Pensei que ia para a prisão e adorei»
Ao serviço do Nacional trabalhou com José Peseiro a quem não poupa elogios e no Salamanca não consegue esquecer Miguel Ángel Russo pela negativa
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A etapa de Nuno Luís no Campomaiorense terminou quando João Alves assumiu o comando técnico do Salamanca e o desafiou a ir para Espanha. "Não podia rejeitar. Construi uma relação muito boa com o João Alves. Ele gostou de mim em Campo Maior onde até deixei de jogar a lateral e comecei a jogar a médio. É uma pessoa que percebe muito de futebol, muito sóbrio e muito humano. O problema é que não teve muito tempo no Salamanca e depois entrou um argentino, o Miguel Ángel Russo (treinador do Boca Juniors), que foi o pior treinador que tive. Os treinos eram péssimos, parecia que estava a orientar um batalhão militar. Lembro-me que deixávamos o hotel a correr e faziamos isso durante 8 ou 9 quilómetros e depois voltávamos de autocarro... bola nem vê-la. Depois ainda tive uma lesão grave e não jogava... tudo contribuiu para não ter gostado da experiência a nível profissional", acrescenta o antigo jogador que ainda assim guarda gratas recordações de Espanha: "Mais uma vez o grupo de jogadores, os amigos que fiz, tanto portugueses como espanhóis. Também foi nessa altura que tivemos o Miguel, nasceu em Portugal, mas foi numa fase que estava a jogar em Espanha".