Alan: «Sem vontade de treinar»

Brasileiro passou de capitão a diretor e já se está a adaptar ao novo 'habitat'

• Foto: Move Notícias

RECORD - Como é que estão a ser os primeiros dias longe dos relvados?

A – Para já não tenho sentido falta. Quando começarem os jogos acredito que vá ser pior. Até quando vou ver o futsal fico sempre muito nervoso. Ando a aproveitar as férias para estar com a minha família. Tenho ido ao clube, estou com os jogadores, vou ao balneário, mas, por incrível que pareça, apenas fui uma vez ao relvado ver o treino e nem aí me deu vontade de treinar. Os meus filhos, o Rodrigo e o Diogo, é que vão ter saudades de ver o pai jogar. Não queriam nada que parasse.

R - E o Alan queria mesmo parar?

A – Os jogadores querem sempre continuar a jogar. Fui conversando com o presidente, ele ainda me falou para continuar, mas depois, passados uns tempos, apresentou-me o projeto para ser diretor das relações institucionais. Eu parei para pensar e ele pressionou-me logo com aquele jeito dele e com alguns palavrões à mistura [risos]. Pedi-lhe calma e ele sempre a pressionar-me. Falei com a minha família e decidi que ia parar.

R - Falou com o Abel também?

A – Falei e ele mostrou total abertura para eu jogar mais um ano. Ele até elogiou o facto de eu nunca me lesionar e apenas me perguntou se me sentia bem para continuar. Foi engraçado que uns dias depois cruzei-me com o presidente do Marítimo e ele convidou-me para ir lá acabar a carreira [risos].

R - A saída podia inviabilizar o regresso ao Sp. Braga para abraçar outro cargo após a retirada?

A – Penso que não. Tenho uma excelente relação com o presidente e com todas as pessoas do clube. Também pelo que fiz como jogador, penso que as portas iam estar sempre abertas. Eles sabem o amor que tenho pelo Sp. Braga.

R - Imagino que os adeptos na rua não lhe tenham dado sossego durante todo este tempo...

A – Sim, queriam muito que eu continuasse a jogar. Diziam que eu não podia parar. Fui-lhes sempre dizendo que não ia ser fácil e que talvez fosse a altura certa para parar.

R - O que espera deste seu novo cargo?

A – Ainda me estou a adaptar. Quero aprender muito e dar o meu contributo ao clube como sempre dei em campo: com dedicação e alegria no trabalho. Vou estar perto dos mais jovens e tentar passar-lhes algumas coisas. Acredito que vou gostar e depois mais para a frente penso no futuro. Nunca gostei de dar passos maiores do que as pernas.

Por Ricardo Vasconcelos
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