Carlos Pinto: «Há técnicos na Liga NOS que não têm o meu currículo»

Treinador que colocou o Santa Clara no primeiro escalão em entrevista

• Foto: Nuno Gomes

R - Recebeu muitos convites desde que anunciou a sua saída do comando do Santa Clara?

CP – O meu empresário já me informou que existem sondagens mas nunca tive dúvidas de que iria receber convites. Quando se faz um bom trabalho, as portas abrem-se com facilidade. Pedi ao meu empresário para escolher um bom projeto. Quero continuar a ganhar. Não faz sentido entrar num clube qualquer. Quero escolher o meu futuro com calma.

+ O passado dá-lhe créditos na 2ª Liga, mas sente que ainda precisa de provar competências na 1ª ?

CP – A competência para a 1ª Liga é algo que me faz confusão. Neste momento, existem treinadores na 1ª Liga que não têm o meu currículo. O futebol é competência e oportunidade. As pessoas podem falar sobre a minha passagem pelo P. Ferreira. Aliás, aproveito para falar disto, pela primeira vez, porque fui eu que me demiti do Paços. Se forem analisar a minha pontuação ninguém conseguiu uma média de pontos melhor. Não vou dizer que iria conseguir melhor, porque seria uma falta de respeito pelos meus colegas. Estive na 1ª Liga e não correu bem. Sou o grande responsável por essa situação.

+ O que falhou?

CP – Falhou ser o Carlos Pinto que não abdica de nada. Tinha muito o sonho de treinar o P. Ferreira e abdiquei de muita coisa. Não tinha uma equipa técnica e um plantel à minha imagem. Descurei essa situação e, por isso, tive insucesso.

+ Que exigências vai apresentar no seu próximo projeto?

CP – As exigências do costume. A partir do momento em que entro num clube, defino bem as hierarquias, porque as lideranças precisam de ser respeitadas, sem interferências. Quem manda é o Carlos Pinto e ponto final. Quem apresenta esta liderança, tem de corresponder com resultados e, quando as pessoas acreditam até final, obtêm sucesso. O tempo está a dar-me razão.

+ Neste momento, prefere escolher um bom projeto a uma boa oferta financeira?

CP – Um bom projeto. Já tenho alguma estabilidade financeira, que foi conseguida nos Açores, por isso, vou escolher com calma. Não estou preocupado em seguir para a 1ª Liga, mas quero escolher um bom projeto para a minha carreira.

+ Vai ter saudades dos Açores?

CP – Quando saí do P. Ferreira e regressei ao Santa Clara voltei a ser feliz. Este clube e a ilha deram-me essa felicidade. Sempre tive boa relação com o presidente, estrutura, jogadores e pessoas da ilha. Identifico-me com esta tranquilidade, porque sou uma pessoa de trabalho-casa-trabalho. Gosto de viver no meio destas paisagens maravilhosas, porque esta ilha é um paraíso. Sei que um dia vou voltar aos Açores como treinador e como turista.

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