«Está tudo resolvido com Labyad»

Regresso do marroquino depende apenas do aval de marco silva

«Está tudo resolvido com Labyad»
«Está tudo resolvido com Labyad» • Foto: pedro ferreira

RECORD – O empréstimo de Labyad termina no final desta temporada. O regresso do jogador ao Sporting depende exclusivamente da decisão do treinador, ou ainda há questões financeiras que…

BRUNO DE CARVALHO – Não. Neste momento, é uma mera questão técnica.

R – E já teve um feedback relativamente ao regresso do Labyad?

BdC – Ainda não conversámos sobre isso. Mas iremos de certeza absoluta começar, em breve, a trabalhar na preparação da próxima época. As questões foram ultrapassadas. O Labyad está a evoluir de forma muito positiva e trata-se apenas de uma mera questão técnica.

R – Até em termos salariais?

BdC – Está tudo resolvido...

R – O que isso significa, já agora?

BdC – Significa que os acordos que havia a fazer ficaram feitos na altura.

R – Houve uma redução salarial?

BdC – Todos os acordos que havia para fazer foram feitos na altura...

R – No que diz respeito ao teto salarial, Labyad encaixa-se no Sporting, correto?

BdC – Sim...!

R – Já que estamos a falar de ordenados, Adrien e o Rui Patrício têm vencimentos bastante elevados relativamente àquilo que é o teto salarial do plantel principal do Sporting. São dossiês que pretende resolver nos próximos tempos?

BdC – O Sporting tem um orçamento fixo e, a partir daí, gerimos. Não há propriamente um teto salarial. Sabemos que a soma das partes só pode dar aquilo, mas depois também sabemos que há jogadores que o próprio plantel percebe e aceita com base na sua importância. Outros não. Os que não aceitar, resolvemos de uma determinada forma...

R – O Capel é um desses jogadores?

BdC – Não quero personalizar porque isso é chato. Tem a ver com tudo, com questões desportivas e financeiras. Não temos essa pressa para resolver, pois os plantéis também entendem isso. Que possa haver atletas que têm vencimentos diferenciados.

R – Slimani é um jogador muito pretendido por emblemas ingleses e alemães. É um jogador para fazer parte do projeto desportivo da próxima temporada, ou pode ser vendido no final desta época?

BdC – Trata-se de um jogador que tem contrato com o Sporting por mais 2 anos e contamos com ele para a próxima temporada.

R – O Sporting vai exercer o direito de opção sobre o Ewerton?

BdC – Vamos ver, tudo vai depender da reunião de preparação da próxima temporada.

R – O Hassan [Rio Ave] é um jogador que está nos planos do Sporting?

BdC – O Hassan? [risos] Nem vou dizer nada porque é uma novela que me agrada.

R – Ryan Gauld foi um investimento forte do clube. Como é que está a decorrer a evolução do jogador neste primeiro ano?

BdC – Acho que as coisas estão a correr dentro da normalidade. Já provou que tem valor. Vamos ver...

R – A gestão da Academia e do futebol de formação têm sido aspetos muito criticados ao longo da presente temporada. Existe a preocupação de gerar maior investimento para esta área, no sentido de inverter essa situação, ou o investimento que possa existir visa apenas potenciar aquilo que existe?

BdC – O investimento tem a ver com o seguinte: esta direção tem um programa, que versa todas as áreas. Temos de ir fazendo os investimentos para cumprir esse programa, que é para 4 anos. Fizemos agora dois e mesmo assim estamos a ser rápidos. Havia que consolidar primeiro as contas e agora começámos a fazer alguns investimentos. Tivemos um coordenador-técnico que saiu, tínhamos o Virgílio e o Inácio a terem que gerir muita responsabilidade, mas neste momento estão a entrar pessoas, sobretudo na parte da formação. Eu já tinha dito que não via nenhum drama na Academia, e isso está a ver-se. Hoje, a equipa B está nos lugares de cima. Nos juniores vê-se evolução e, se ganharmos ao FC Porto, ficamos em 1.º lugar.

R – Mas os juvenis nem se apuraram para a 2.ª fase...

BdC – Mas isso já tinha acontecido quando falei sobre a formação. E nos juvenis até estamos a falar de um treinador que já cá estava. Aquilo que eu digo é que, se olharmos agora para a Academia e para os resultados dos nossos rivais, se calhar as pessoas já não dizem que a formação está assim tão mal. Isto é o reflexo das medidas que tomámos no início da época. Obviamente que não me agradou aquilo que aconteceu na Youth League. Agradou-me o facto de os juvenis não terem passado? Nada! Agradaram-me os jogos todos que vi da B? Nada. Se acho que tenho de melhorar? Tudo. Mas a todos os níveis. Mas o Sporting perdeu a hegemonia e há outro clube que está nos píncaros da formação? Não é verdade.

R – O Virgílio Lopes, responsável pela futebol de formação, foi um dos mais visados pelas críticas. Acha que foi muito injustiçado?

BdC – Acho. Ele tem sido um mouro de trabalho naquilo que é este projeto do Sporting. Mas ele, como eu, temos tudo para melhorar. Isso é porque temos ambição, porque se fossemos iguais a outros, se calhar já estava tudo bem, justificávamos com outras coisas. A minha ambição é sempre, mais, mais e mais. Mas de vez em quando há que se dar tempo. Mas a formação do Sporting está bem, podia estar melhor, sem dúvida, mas isso não é de agora. Vamos tomar medidas para que na próxima época seja melhor? Não tenho dúvidas, com decisões e investimentos que queremos fazer. Mas o Sporting continua a ser uma equipa com muito futuro, aliás basta olhar para a equipa B e entender os talentos que estão ali próximas da equipa A.

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