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João Ferreira: «Fui convidado para diretor da Sporting TV»

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João Ferreira: «Fui convidado para diretor da Sporting TV»
João Ferreira: «Fui convidado para diretor da Sporting TV» • Foto: DIOGO PINTO

R – Deve haver uma Sporting TV?

JF – Eu acho que sim. Curiosamente, fui convidado para diretor da Sporting TV...

R – Por Godinho Lopes?

JF – Por elementos ligados à administração de Godinho Lopes. Agora já posso falar nisso... mas acho que sim, deve haver uma Sporting TV.

R – Por que é que não aceitou o convite do Sporting?

JF – Porque já tinha sido convidado para lançar a Correio da Manhã TV e não hesitei.

R – Pinto da Costa é o quê no futebol português?

JF – É um presidente a quem tem de se dar mérito por tudo aquilo que fez no Porto. Depois também é público que é uma pessoa associada a aspetos menos positivos, como é o caso Apito Dourado, revelador de uma maneira de estar algo condenável.

R – Desconfia da justiça que não consegue punir Pinto da Costa?

JF – O Apito Dourado foi uma montanha que pariu um rato. Não tenho formação jurídica para admitir que havia condições para punir os envolvidos no Apito Dourado e a justiça não o fez. Nisso não acredito, agora, para o cidadão comum, é difícil ouvir o conteúdo das escutas que a CM TV tem estado a revelar e perceber como é que não dão uma condenação.

R – Que inquietação tem em si a crise?

JF – Muita, porque nós vamos viver mal durante muitos anos. E nós não vamos conseguir sair desta crise por nós próprios, por muito bem que façamos o nosso trabalho de casa. Esta crise só vai ser resolvida com a Europa e pela Europa, e não vejo que a Europa tenha muita vontade política para tomar as decisões necessárias, de voltar a ser aquilo para que foi criada, uma Europa solidária, inclusiva, para evitar a guerra. Acho que a Europa hoje não é rigorosamente nada disso. Curiosamente, o presidente do Parlamento Europeu teve uma declaração, no congresso do PS, que eu acho paradigmática. Ele é alemão e disse que temos uma Europa muito alemã e uma Alemanha muito pouco europeia. Há uma Europa egoísta, que está a pedir sacrifícios graves. Nós temos quatro países com 44 por cento do desemprego em toda a Europa, Portugal, Grécia, Espanha e Itália. Isto não tinha que ser tão duro, podia ser feito de uma forma mais suave.

R – Os políticos têm estado à altura?

JF – Têm dado o melhor, mas foram cometidos muitos erros, por todos os partidos.

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