Nakajima: «Provei sardinhas assadas e bacalhau e gostei»

Japonês está feliz em Portugal

• Foto: Ricardo Nascimento

R: Como é, nos tempos livres, a sua vida de um jogador japonês no Algarve?

N – Gosto de estar com a minha esposa, que viajou comigo para Portugal e muito tem contribuído para que me sinta bem, pois constitui um pilar essencial da minha vida e um apoio importante. Não sou de sair muito, tenho hábitos caseiros. Vejo um filme ou algo do género. Além disso, o descanso é fundamental no dia a dia de um profissional de futebol.

R: É verdade que trouxe para Portugal o seu cão?

N – Sim, o Simogi é o nosso animal de estimação e fiz questão que ele viesse dentro dessa perspetiva de criar um ambiente familiar, em que me sentisse verdadeiramente... em casa, pois isso contribui, em larga medida, para que me sinta bem e possa andar feliz, rendendo nos treinos e nos jogos.

R: Já experimentou alguns pratos típicos de Portugal? Portimão é a terra da sardinha assada e há também o bacalhau, uma referência da gastronomia nacional...

N – Sim, provei a sardinha assada e também o bacalhau e posso dizer que gostei. A comida aqui é preparada com ingredientes e acompanhamentos que têm algumas diferenças em relação ao Japão, mas não posso reclamar do que experimentei até agora (risos).

R: E semelhanças entre a gastronomia portuguesa e japonesa, encontrou?

N – Os japoneses consomem muito peixe e os portugueses também e aqui o arroz, muito utilizado no meu país, acompanha vários pratos. A alimentação não tem sido problema e há uma grande oferta, pois estamos numa cidade turística, habituada a receber gente de todo o Mundo.

R: As saudades do Japão já apertaram em pouco mais de dois meses muito longe do país de origem?

N – Os meios de comunicação atual permitem que esteja regularmente em contacto com a minha família e os meus amigos. Não os tenho perto, mas converso com eles, o que minimiza a distância. E alguns amigos e pessoas que muito estimo já me visitaram aqui. [n.d.r.: recentemente, Akira Kawamura, professor da Tokyo Metropolitan University, ligado ao percurso de Nakajima, visitou as instalações do Portimonense e conviveu com o jogador, como documenta a foto.]

R: Mantém contacto com alguns antigos colegas do FC Tokyo, o seu anterior clube?

N – Sim, converso com alguns deles, perguntam-me como vão as coisas por aqui, por Portugal, e como estou a adaptar-me ao futebol europeu.

R: A equipa só ganhou um jogo (em oito) desde a sua saída, no final de agosto, e caiu para o 11º lugar da J-League...

N – Uma pena. A equipa é boa e tem vários jogadores de qualidade.

R: Já conhece um pouco do Algarve?

N – Pouca coisa. Como disse, não ando muito na rua. A minha vida é quase sempre rotineira: de casa para o treino e do treino para casa. Mas já vi alguns lugares bonitos, sim. Gosto do clima, embora já me tenham dito que a temperatura irá baixar nos próximos meses. As pessoas são muito simpáticas, procuram sempre ajudar. Na verdade, mesmo sem entender a língua não tenho passado por situações difíceis. E quando necessário tenho a quem recorrer.

Por Armando Alves
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