Rodolfo Frutuoso: «Digo a brincar que fui jogador para me tornar num grande dirigente»

Pendurou as chuteiras há mais de uma década e é diretor-geral do Vilafranquense

• Foto: Pedro Ferreira

RECORD - Sente-se melhor como dirigente ou gostava mais de ser jogador?

RODOLFO FRUTUOSO - Ser jogador, quem ambiciona e passa por lá, é a melhor profissão do Mundo. Muita gente o diz. Fazes o que gostas e pagam-te por isso. Foi algo muito bom. Como dirigente, estou a fazer algo de que me posso orgulhar, sempre com gente à minha volta. É a nossa equipa e não o ‘eu’. Acho que tenho tido mais reconhecimento enquanto dirigente do que enquanto jogador. Às vezes brinco com os meus amigos e digo que fui jogador para me tornar num grande dirigente. Na realidade, já tive a oportunidade de estar em vários lados e acho que isso dá vantagens. Fui jogador profissional, agente de jogadores, de ter trabalho em eventos e tive a oportunidade de crescer enquanto dirigente e já lá vão sete anos. Consegues perceber o jogador, o empresário e o espetáculo. Desde que deixei de jogar, fui adquirindo competências nos últimos 11 anos que me dão para estar preparado para muitas coisas. Há coisas que tens ou não tens, tens de ter coragem, ser ambicioso e saber rodear-te de pessoas. Não podes ter medo de dar a cara nos bons e maus momentos. Já tivemos as duas partes no Vilafranquense. Fomos contra a lógica: uma equipa sem dinheiro subiu de divisão. A crença vale muito.      

R - Há muita gente em Vila Franca que o apelida de Pinto da Costa. É a sua maior referência como dirigente?

RF - Foi uma alcunha que me colocaram na brincadeira. É uma referência para todos os dirigentes. Está numa fase com menos impacto mas em 30 anos foi o maior em Portugal e na Europa. Há um ano, vi-o na gala dos Dragões de Ouro e ele foi o último a intervir e foi inacreditável a forma como alguém com 82 anos discursou.  

R - Foi presidente, agora é diretor-geral no Vilafranquense, disse que não quer ser um peso no clube. Vai continuar no clube depois de acabada a época ou há mudanças em perspetiva?

RF - Tenho mais um ano de contrato. Estou focado e concentrado no União. Há oportunidades que vão surgindo mas agora não penso nisso. Estive concentrado em alcançar a permanência do Vilafranquense na 2ª Liga e agora em projetar a próxima época. Já me convidaram para continuar. Vamos falar todos. Não vou ficar no Vilafranquense a vida toda. Veremos o que o futuro vai trazer.

Por Flávio Miguel Silva
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