Rodolfo Frutuoso: «Felizmente apareceram pessoas no Vilafranquense que têm muita capacidade» 

Antigo presidente da SAD projeta bom futuro

• Foto: Pedro Ferreira

RECORD - Sente que deixou uma marca na história do futebol de Vila Franca?

RODOLFO FRUTUOSO - Não é ter falta de humildade e não falo do Rodolfo. Foi sim o Rodolfo líder de um projeto de muita gente à sua volta que faz com que as coisas aconteçam. Tenho a noção que projetámos o Vilafranquense em pouco tempo, tornando-se num exemplo para muitos. É algo que fala por si. Sou o dirigente com mais títulos e o presidente com mais títulos, há uma série de coisas que depois falam por si. É algo muito bom aquilo que conseguimos fazer. A SAD está entregue hoje a outras pessoas e eu ainda cá estou. Ainda me sinto útil. No dia em que deixar de ser útil, eu próprio caminharei. Não estarei agarrado. A vida são ciclos e no futebol também. Com certeza que não ficarei no Vilafranquense eternamente. O Vilafranquense está, de certeza, no meu coração. Agora, são sete anos muito bons, difíceis, principalmente a nível financeiro. Deram-nos mortos várias vezes mas felizmente conseguimos sempre ultrapassar tudo. Felizmente, apareceram pessoas no Vilafranquense que têm muita capacidade e têm um projeto grande na mente deles. Sinto e às vezes digo-lhe que eles vêm acabar aquilo que nós começámos, o que comecei. Terem aparecido em janeiro resolveu-nos uma série de problemas mas na altura estávamos em 11º lugar, com 18 pontos. A equipa estava num bom momento desportivo apesar dos problemas, há coisas que não se explicam. Quando falo em acabar o que começámos digo que gostaria de ver o Vilafranquense num futuro não muito longínquo na 1ª Liga.           

R - Além do futebol sénior, a SAD do Vilafranquense controla também o futebol de base, onde, por exemplo, os juniores estão na 1ª Divisão com subidas consecutivas. Sente que os miúdos passaram a ver o Vilafranquense como um clube apetecível e além de bom formador?

RF - Quando chegámos, havia dificuldade em construir os plantéis na formação. Tínhamos um universo de cerca de 100 miúdos, dos mais miúdos aos juniores. Ninguém queria jogar no União. O Castanheira era mais forte do que o União, o Carregado era muito mais forte, o Alverca também. Em dois a três anos, conseguimos ultrapassar a concorrência sendo que o Alverca se vai mantendo a batalhar connosco neste capítulo. Ninguém tinha orgulho em jogar no Vilafranquense e hoje não. Depois, quando há projetos de sucesso é mais fácil. Os miúdos querem estar onde se ganha. Quando ganhas é tudo mais fácil. Temos sempre o problema grave relativo às dores de crescimento. Crescemos muito mas as infraestruturas são as mesmas. Nos seniores, em seis anos, nós perdemos oito jogos. Em casa somos muito fortes e estivemos três anos invictos em casa.

Por Flávio Miguel Silva
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