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Torres Pereira: «Benfica não cumpriu»

Analisa polémica relacionada com o IPDJ

• Foto: Miguel Barreira
Torres Pereira presidiu à Comissão de Gestão e sai com o sentimento de dever cumprido. Pelo caminho, lamenta as atitudes de alguns companheiros que estiveram consigo à frente dos destinos do clube e revela-se otimista em relação ao futuro.

RECORD: Como analisa toda a polémica que envolve a saída de Augusto Baganha do IPDJ e a nomeação de Vítor Pataco?


ATP – É um assunto do qual não tenho elementos concretos, mas leva-me a concluir que os responsáveis pelo Desporto em Portugal resolvem tarde ou mal. Todas estas situações já mereciam que o Governo tivesse uma ação concertada e concentrada junto dos responsáveis da Liga, da FPF e do Parlamento. Só assim podemos alterar estas situações que nos envergonham a todos. Sabemos que vamos entrar num ano de eleições e os governos fogem como o Diabo da cruz deste tema, pois temem o futebol. No entanto, é preciso uma descolagem. Os problemas avolumam-se e depois tornam-se maiores e, quando rebentam, o estrago dos estilhaços é muito maior, pois as medidas não foram tomadas no tempo certo.

R: Acredita que é um problema originado pela "máquina do PS", como foi afirmado?

ATP – Não vou entrar por aí. A crítica que faço ao secretário de Estado do Desporto é não ter tomado uma atitude no futebol. Deixou o problema avolumar e só teve algumas palavras de circunstância... Foram sempre declarações avulsas. Nesse conflito quero dizer que na sua génese está o incumprimento da lei por parte do Benfica, ao não reconhecer os seus grupos organizados de adeptos. Na base de tudo está o facto de o Benfica não cumprir a lei. Ora, mais uma vez se comprova que tem de haver consequências. Eles não cumprem há alguns anos e toda a gente tem fechado os olhos.

R: Como avalia o facto de Augusto Baganha ser ouvido numa comissão parlamentar?

ATP – Acho bem que o Parlamento seja informado de tudo o que se passou, mas em relação a medidas.... Vamos ver depois das eleições se acontece alguma coisa.

R: Acredita que, neste momento, há uma maior atenção do poder político a todo o fenómeno desportivo?

ATP – Há um exemplo que tem de ser dado à sociedade. Os dirigentes desportivos têm de dar o exemplo. A sociedade portuguesa precisa de exemplos e os clubes desportivos não podem fugir a isto. Quando os comportamentos passam a linha vermelha, a Justiça tem de intervir, pois vivemos num Estado de Direito.
Por João Soares Ribeiro
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