As mulheres da minha vida

As mulheres da minha vida

Quando assumiu a presidência do FC Porto, com 44 anos, Jorge Nuno Pinto da Costa tinha já um longo casamento com Manuela Carmona, que conheceu desde os seus 17 anos. Da união nasceu Alexandre. Mas a trepidação resultante da presidência do FC Porto iria também mudar a vida sentimental e familiar do presidente.

No final dos anos 80, surge a rutura com a professora Manuela Carmona e Pinto da Costa começa a surgir ao lado de Filomena, a sua secretária. Não passam logo a viver juntos e a relação conhece altos e baixos. Nasce entretanto Joana, que é apadrinhada por António Henriques, um grande empresário madeirense que pertenceu ao Conselho de Arbitragem da FPF. A relação consolida-se e o casamento acontece. Alexandre não gosta e afasta-se do círculo paternal.

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Filomena Pinto da Costa, que fez o curso de jornalismo, acompanha o presidente em todas as deslocações. É a primeira dama do FC Porto. Mas nem por isso o líder portista se afasta do mundo da noite e é visto a dançar e flirtar em vários cabarés. Até que, em 2003, surge uma nova paixão: Carolina Salgado.

Pinto da Costa conhece-a no “Calor da Noite”, um popular cabaré portuense, e começa a aparecer com ela em pequenos eventos. O primeiros dos quais durante a inauguração de uma loja de que são proprietárias as mulheres de Reinaldo Teles e do empresário de jogadores António Araújo, na cidade de Maia. O casamento com Filomena “estoura” e o processo de divórcio é complicado. Carolina vai viver com o presidente, Filomena divide bem e fica proprietária de uma casa na Foz.

Quem conhece Pinto da Costa garante que este nunca foi tão feliz como quando esteve ao lado de Carolina, nos melhores anos deste romance.

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O processo Apito Dourado apanha o novo casal em pleno romance. Carolina revela aí a sua personalidade e está sempre ao lado de Jorge Nuno. Mais uma vez.

Mais uma vez também a paixão esmorece e a corda parte. O casal separa-se com estrondo. Carolina acusa Pinto da Costa de agressão, Pinto da Costa acusa Carolina de roubo. Ambos os casos acabam no tribunal.

Carolina é condenada, em Gaia, por um crime de abuso de confiança agravado pelo facto de se ter apropriado de 30 mil euros de uma conta bancária conjunta com Pinto da Costa. Carolina seria também condenada por difamação do ex-companheiro, com quem nunca casou, com 300 horas de serviço comunitário que prestou num lar de idosos de Almada. Em causa estava o facto de ter dito que fora PC quem montara uma cilada ao antigo deputado socialista Ricardo Bexiga, agredido no Porto. “O Jorge Nuno pediu-me para contratar uns tipos a quem paguei dez mil euros para eliminar o Ricardo Bexiga”, dissera Carolina. Quanto ao caso da agressão, Pinto da Costa acabou por ser absolvido mas o seu motorista, Afonso Ribeiro, foi condenado, num processo no qual Carolina também foi absolvida do crime de incêndio de que estava acusada.

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Enfim, os antigos amantes estiveram cerca de dois anos a lavar roupa suja no tribunal. Mas nesse entretanto Pinto da Costa retomou a sua vida amorosa e foi apanhado várias vezes em clima de romance com Lisa. Também a brasileira acabou por cumprir o ritual de ir até Santigo Compostela passear com o presidente. S. Tiago afinal também é padroeiro do amor.

Logo a seguir, acontece um golpe de teatro. Pinto da Costa volta a aproximar-se de Filomena e, para espanto de meio mundo, acabam por voltar a casar, em 2009. O casamento é fortemente mediatizado mas os convites são seletivos. Muitos elementos da entourage de PC não conseguiram encaixar a “reprise”. Mas esta é apenas uma curta-metragem.

Mas este foi um romance de curta duração. Fernando Miranda apareceu na vida do presidente e a relação pegou de estaca. Há um ano, deu-se o casamento, em Touros, no Brasil, na terra natal de Fernanda, companhia de Pinto da Costa em todos os atos públicos. Quarenta e nove anos separam Jorge Nuno de Fernando mas quem os conhece bem garante que é uma diferença que conta pouco. A cumplicidade entre os dois é um facto e o presidente do FC Porto está de novo feliz.

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Longos dias têm 100 anos, longos romances têm 75. O amor é assim. Consegue mesmo tocar quem nem parece de carne e osso e a cada dia que passa mais se aproxima do panteão dos deuses. Mas, bem vistas as coisas, também na velha mitologia os deuses eram prolixos no amor…

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