A GIC, sob a mão de César Boaventura, tem sido especialmente dinâmica no mercado de jogadores, tendo a seu cargo, após oito meses de existência, a representação de mais de 40 atletas. O salto para a 1.ª Liga foi um passo natural de uma empresa que se tem imposto e promete não ficar por aqui. Mas, afinal, de onde nasceu a GIC?
“Surgiu da união de dois amigos de longa data, que falavam constantemente sobre futebol, com paixão, e que decidiu avançar num projeto que só pode ter sucesso”, explica a Record o líder da empresa, César Boaventura. De olhos postos nos novos valores que abundam no futebol português, a GIC tem um propósito muito concreto. “A nossa maior aposta consiste em jogadores de formação, bem como o seu acompanhamento pessoal, para que consigam ultrapassar os mais diversos problemas que lhes vão surgindo no dia-a-dia. Temos vários departamentos de apoio ao jogador e respetivas famílias, a nível médico, jurídico, psicológico, entre outros”, refere.
César Boaventura estabelece uma regra clara. “Não posso dizer que haja um limite no número de jogadores que agenciamos. Mas, para podermos fazer um bom trabalho, temos de nos centrar na qualidade em detrimento da quantidade”. No organigrama da GIC, a lógica parece ser a mesma. “O nosso chief scouting, Miguel Gama de Amorim, esteve muitos anos ligado ao FC Porto e AC Milan. Temos também vários colaboradores espalhados pelo país, para observação de atletas”, revela.
Tiro de partida
O projeto de colaboração com o histórico Atlético lançou a GIC para os jornais e foi o ponto de partida de uma forma de estar no mercado futebolístico, embora não exclusiva. “Agimos da mesma forma com todos os clubes que precisem do nosso apoio”, explica.
Projeto solidário inovador em Portugal
A empresa de agenciamento tem também uma vertente social como porta-estandarte de uma forma diferente de estar no futebol nacional. A GIC Solidária é um fundo criado pela empresa de César Boaventura, no qual cada jogador agenciado – cujo vencimento seja superior aos 1.500 euros mensais – contribua de forma simbólica para auxiliar os jovens jogadores que possam passar por dificuldades, pessoais ou profissionais, ou aqueles cujo flagelo dos ordenados em atraso toca mais de perto. “Quem está melhor na vida vai ajudando quem passa por mais dificuldades. Fazemos este acompanhamento sobretudo nos jovens jogadores, para que não se percam”, garantiu César Boaventura. Resta referir que este projeto solidário foi prontamente aceite pelos diversos jogadores que já são representados pela GIC.
Aumenta número de clubes apoiados
Se o Atlético foi o ponto de partida, com a cedência de diversos jogadores, nesta altura a GIC estabeleceu uma parceria com o Mirandela – formação que milita noCNSeniores –, num projeto que visa a subida de divisão. Além disso, está nos planos a criação de outra equipa sénior (Amadora FC) para competir nos Distritais da AFLisboa.
PERFIL
Nascido há 35 anos em Viana do Castelo, César Boaventura teve a primeira experiência futebolística como guarda-redes do modesto Vila Fria – atualmente na 1.ª Divisão da AF Viana Castelo –, onde jogou até ao escalão de juvenis. O abandono da baliza não tirou a atenção nem a paixão pelo futebol, bem pelo contrário. Ainda praticou ténis de mesa e karting, mas o desporto-rei esteve sempre no topo dos interesses. Com o apoio familiar – os grandes pilares de vida do jovem empresário –, um acompanhamento próximo da realidade do futebol nacional levou de forma natural ao agenciamento de jogadores. E o primeiro passo foi dado no Estádio do Mar e no Seixal, na época transata. O cabo-verdiano Mailo e o jovem lateral-direito Nélson Semedo, da equipa B das águias, foram os rostos iniciais do projeto GIC, que ganhou a dimensão hoje conhecida.
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