Deus disfarçado de basquetebolista

Deus disfarçado de basquebolista
• Foto: GETTY IMAGES

Há um antes e um depois de Michael Jordan no desporto, mais concretamente no basquetebol. Esta será uma das maneiras mais fidedignas de ilustrar o peso do antigo jogador na história da modalidade, no dia em que celebra 50 anos. “Air Jordan”, “His Airness”, “MJ”, “Deus disfarçado de basquetebolista”, o homem que desafiava a gravidade… Os epítetos são vários, mas todos elucidativos da capacidade do homem que mudou a face do basquetebol.

Os seis títulos de campeão da NBA pelos Chicago Bulls, divididos em séries de três, são a face mais visível de uma carreira fantástica. O eterno camisola 23 deixou uma marca em todos estes triunfos: as seis distinções como MVP das finais constituem ainda hoje um recorde, que muito dificilmente será batido (os mais diretos perseguidores têm metade…). O último deles em 1998, após executar um lançamento a pouco segundos do fim, contra os Utah Jazz, naquele que seria o final de carreira ideal para qualquer desportista. Não foi, pois Jordan regressou em 2001 pelos Washington Wizards, para receber os justos aplausos pelo seu contributo ao jogo, que ajudou a popularizar.

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O trajeto na Universidade da Carolina do Norte foi elucidativo. Em 1982, foi o autor do lançamento que deu o título da NCAA à sua equipa, numa espécie de prelúdio para o que se seguiria. Como MJ admitiu, este momento constituiu um ponto de viragem na carreira.

Nos Bulls a partir de 1984, causou impacto imediato numa Liga dominada por Magic Johnson e Larry Bird. Embora os títulos coletivos não surgissem, Jordan deu ao Mundo algo inédito: voos espantosos e insaciável vontade de triunfar. Os concursos de afundanços reforçaram o seu estatuto de lenda, assim como o dia em que, em pleno Garden, frente a uma das melhores equipas da história e regressado de lesão, anotou 63 pontos contra os Celtics, ainda um recorde do playoff. “Foi Deus disfarçado de basquetebolista”, atirou Larry Bird após o encontro.

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No entanto, os Bulls falhavam na hora da verdade. Somente em 1991, já com Phil Jackson ao leme, é que Chicago, depois de ultrapassar o seu “Némesis” Detroit Pistons, chegou à final e deu início ao ciclo vencedor, batendo Lakers, Blazers e Suns de seguida. Jordan atingia o estatuto de imortal.

Retirada… e regresso I

No verão de 1993, Jordan recebe a notícia de que o pai havia sido assassinado. Um choque que acabou por contribuir para o seu abandono da NBA, para se dedicar ao beisebol, atuando pelos Chicago White Sox numa liga secundária. A sede de basquetebol, porém, falou mais alto e, em 1995, anunciou: “Estou de volta.”

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“Air Jordan” mostrou que mantinha as suas qualidades intactas e os Bulls arrancaram para mais um “three-peat”. Pelo meio, realizaram a fase regular mais fantástica da história, com 72 vitórias e 10 derrotas. O lançamento do título em Utah, a sua imagem mais icónica, marcou o final de uma era de ouro, assim como o seu adeus à competição em glória. Ou pelo menos assim parecia...

Regresso II... e adeus definitivo

Depois de anunciar a retirada, Jordan voltou na condição de dirigente dos Wizards, em 2000. Não demorou muito até o “bichinho” do jogo atacar: em setembro do ano seguinte, regressou aos pavilhões. Numa equipa modesta e sem as capacidades físicas de outrora, Jordan tornou-se o primeiro quarentão a marcar mais de 40 pontos. Philadelphia foi a última paragem, numa partida contra os Sixers onde ouviu aplausos durante largos minutos.

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