Nelo Vingada, adjunto de Carlos Queiroz na campanha de Riade, em 1989, conhecia bem esses jogadores. Record perguntou ao técnico se algum desses miúdos dava já indicações de poder tornar-se treinador?
“Sinceramente, nem pensávamos nisso na altura. Com todo o envolvimento no Mundial, não estávamos a reparar nesse aspeto, mas posso dizer que nenhum indiciava nada nesse sentido”, começou por explicar, prosseguindo: “O Tozé, o capitão, era reconhecidamente o líder do grupo e aceite como tal. Talvez por estar numa linha diferente dos restantes, quase todos jovens com a irreverência própria dessa idade. O Tozé era mais maduro. Curiosamente, foi um dos que não se tornou treinador.”
Para o técnico, as prioridades dos jogadores nessa altura eram outras. “Os sinais que eles davam não permitiam fazer uma previsão tão ampla. Tinham 19 anos e nessa altura os seus sonhos eram os de fazerem boas carreiras, queriam ser craques. Era cedo para perceber se viriam a ser treinadores.”
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